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Manuel Maria Carrilho: “Sócrates foi determinado na asneira” (COM VÍDEO)


Entrevista

imagem: Pedro Catarino

A propósito do lançamento do seu livro “De Olhos Bem Abertos”, Manuel Maria Carrilho diz que Sócrates negou a crise com uma orientação suicida

O livro “De Olhos bem Abertos” que acabou de lançar é um balanço de um ciclo que se encerrou em Portugal também e do início de um novo ciclo. Porque é que sai agora?

Considerei que tem pertinência para o futuro e para o modo de pensar o futuro. É uma avaliação de um ciclo que se fechou. Há um ano publiquei outro livro na mesma editora que se chamava “E agora? Por uma nova república”. Os dois livros representam a minha reflexão nestes últimos quatro anos, 2007 até 2011, em que fui seguindo acontecimentos nacionais e internacionais. Foi um período em que aconteceu muita coisa e mudou muita coisa…

Com um olhar muito crítico…

Procurando – e daí talvez o título deste livro – ler e compreender o que está para lá da visão imediata. Do que vemos todos os dias em que temos um fluxo de informação constante sem muitas vezes a poder compreender…

Quando diz que está de “Olhos bem abertos” quer dizer que há muita gente com responsabilidade política e em cargos executivos que está de olhos fechados para a realidade?

Há muita gente de olhos cerrados, de olhos fechados, muitos sonâmbulos, pouca lucidez e pouca realismo na política, pouco conhecimento também… tudo isso não ajuda, porque vivemos uma situação complexa… faz-me muita confusão ver discutir por exemplo a Europa do euro, que tem apenas 10 anos e verificar que a maior parte das análises desconhecem completamente a história destes 10 anos que é muito recente…

Diz que há um excesso de “financês” na política, também em Portugal…

É um dialecto que se generalizou. Com este livro preocupo-me em dar a minha opinião sobre como é que nós chegámos aqui, porque estamos numa situação muito complicada – nós Portugal e a Europa em geral – e como é que podemos sair daqui.

Como é que chegámos aqui?

O “financês” não ajuda, é mais uma consequência deste impasse, do modo como estamos a ler a situação. Chegámos aqui porque desde a revolução fizemos opções certas mas muitas opções estruturais erradas. Divido este período em várias épocas: um período de estabilização da democracia, de 74 a 1986, depois o período do chamado cavaquismo, de 85 até 95 praticamente, aquela década de Cavaco Silva…

Da política de betão como lhe chama?

Sim, mas não só. É uma década muito importante porque é a primeira vez que Portugal tem muito dinheiro de novo. Nós aí reencontramos com as nossas fontes imaginárias, de um financiamento milagroso, encarámos isso de uma forma muito irresponsável, muito adolescente, como uma mesada que nos davam, sem realmente ter projectos para aquele financiamento europeu. Ainda há dias li as contas apresentadas pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, contas feitas da ajuda a Portugal desde 1986 até agora nós temos cerca de 8 milhões de euros por dia.

8 milhões de euros…

Na década de oitenta, o erro foi a grande aposta no betão, uma grande insensibilidade à qualificação, um turismo rudimentar, uma aposta na mão de obra desqualificada ou muito pouco qualificada.
Foram vários erros aliás bem diagnosticados pelo governo de António Guterres, ainda há dias lia o Contrato com os Eleitores e há um conjunto de diagnósticos que ainda hoje se mantém válidos. A questão da qualificação, da denúncia da política do betão, a importância da educação a sério, não é a do facilitismo que depois se seguiu, mas enfim, não vale a pena demorar sobre isso, os governos de Guterres correspondem a um período que teve muitos fracassos, sobretudo porque não teve maioria…

Compara esse período com o dos governos de Sócrates?

Não comparo…

Em relação a Sócrates fala de um deslumbramento tecnológico…

São diferentes. Eu acabei por sair no segundo governo de António Guterres muito desiludido, mas há um dado de facto que temos de reconhecer: foram governos sem maioria. Eu sei a dificuldade imensa de governar estando em minoria. Um governo de minoria é um governo a que tudo pode acontecer…

Tem uma preocupação no livro que é a existência de governos de minoria, que na Europa é impensável…

É impensável. Mas seguiu-se uma década perdida, dois anos de governo de centro-direita muito desorientados, uma saída intempestiva de Durão Barroso, Santana Lopes sem legitimidade. Não é um problema de primeiro-ministro mas de governo pouco legitimidade – e depois o governo de Sócrates que apareceu numa aura e que fez um ou dois anos reformistas, com esboço de algumas áreas importantes, mas que retomou no essencial mais uma inspiração cavaquista do que guterrista…

Ou seja…

Os grandes investimentos, as grandes obras a alavancar o desenvolvimento do país, um certo facilitismo, como Cavaco Silva facilitou o aparecimento sem grandes critérios das universidades. Assistimos a coisas semelhantes depois também no ensino secundário. Há na matriz do pensamento de Sócrates um grande deslumbramento com a finança, esse potencial do capitalismo financeiro que é completamente irmão gémeo do deslumbramento tecnológico. Achar que a tecnologização tem fins em si próprio e que traz em si própria a solução – e não o que são: instrumentos de um desígnio, uma visão ou uma estratégia…

Com os computadores Magalhães por exemplo?

Com os Magalhães passou-se o mais grave. Os professores não precisam de computadores numa aula para nada, nunca o pediram, foi uma operação de propaganda política, em que nunca um instrumento tecnológico deve entrar numa sala de aula sem ser solicitado por um professor. Distribuíram pelo país em condições numa operação propagandística que custou mil milhões de euros, sem nenhuma avaliação.

O deslumbramento de José Sócrates com a finança, tem muito também de relacionamento mais ou menos promíscuo entre as empresas e o Estado, que leva à corrupção dos agentes políticos?

Tudo isso é também facilitado por esta estratégia, de um mercado pequeno, onde justamente os agentes procuram viver das rendas que se vivem nesse mercado interno. Mais uma vez, este modelo económico acabou por criar abcessos de bloqueio ao desenvolvimento e, naturalmente, corrupção. Temos vários exemplos muito claros deste ponto de vista.

E como é se combate a corrupção?

O combate depende mais de vontade política e de meios do que de legislação. A legislação, se não há vontade política, há muitas maneiras de a bloquear. É precisa uma pressão grande, que hoje está a existir, porque a situação económica do país também ajuda a a isso, a um escrutínio… é demagógico mas põem-se a jeito…

O primeiro-ministro José Sócrates pôs-se a jeito e fechou os olhos a alguma promiscuidade entre negócios privados e poder político?

Eu distanciei-me muito cedo do estilo de governação. Em 2007 aconteceram eventos muito importantes, como o caso da licenciatura, mas é um ano que se compõe com o Tratado de Lisboa. Mas, a partir daí, a desorientação foi muito grande e, sobretudo, a partir de 2008. Marco muito esse ano.

Já eram visíveis os sinais da crise..

Eu, como muita gente, escrevi que era visível que o quadro de solução, o paradigma de soluções para o país que o Governo Sócrates tinha, estava em causa pela crise global. Já não era uma questão de opinião saber se o investimento público massivo como se pensava seria ou não. Era simplesmente reconhecer que se tornava com a crise global impossível. Negou-se a crise com uma orientação completamente suicida.

Mas disse isso no PS na altura?

Tudo o que lhe estou a dizer falei com o primeiro-ministro. Sobre o Magalhães, sobre o conúbio público-privado, falei com ele. Nunca pretendi outro papel que este, dou a minha opinião quando me pedem.

Apesar desses sinais tão visíveis da crise, continuou a mesma política?

Por incompreensão e impreparação. Como diz Henrique Neto, Sócrates era um homem profundamente impreparado para a função. O partido escolheu e o país escolheu, eu respeito. O modo como foi negada a crise de 2008 até ao limite do colapso do país, é aí que se vê a preparação de um homem político para enfrentar circunstâncias extraordinariamente difíceis. A primeira característica que mostra a preparação de uma pessoa é a sua abertura. Ao contrário do que muitas vezes se ouve nos media, que a determinação é que é importante, eu penso que depende: se é uma determinação de pura teimosia, de não ser capaz de ouvir os outros, isso traduz em geral é medo, impreparação.

Sócrates era um teimoso ou tinha medo?

No essencial, ele não se sentia seguro. Era uma pessoa que não estava segura das suas opções e adoptou um conjunto de dogmas.

Só ouvia algumas pessoas?

Só ouvia algumas pessoas, é um erro, não sei se está a repetir hoje o mesmo erro, que é fechar muito a leitura da realidade e achar-se que a bondade de uma política depende da determinação. A determinação na asneira é gravíssimo e Sócrates foi determinado na asneira. Parece que é uma receita que continua a fazer bastante sucesso em Portugal.

Escreve que tudo indica que a vida não vai ser fácil por causa da herança envenenada que António José Seguro recebe de José Sócrates. Como é que devia reagir a essa herança, por exemplo na votação do orçamento? Deveria abster-se ou votar contra?

Abster-se. O PS foi o partido de Governo responsável pela situação que tornou incontornável o memorando. Isso é que é a responsabilidade do PS. António José Seguro encara muito bem o PS como uma instituição muito mais importante que qualquer um de nós e tem de assumir as suas responsabilidades históricas. A situação que se criou é a mais grave a que se chegou pelo menos depois do 25 de Abril.

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/4s7CFsogPhRa3PJQRKtN/mov/1&color=0xff0000&frame=ROUND

In Correio da Manhã online
13/11/2011 | 01h00
Por:Paulo Pinto Mascarenhas

Discussão

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Todos os textos aqui inseridos, são corrigidos para a Língua Portuguesa de antes do acordo ortográfico.

Mentiroso…!!!

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artigos interessantes…

... não só pelos conteúdos, como pelos comentários que demonstram o que esta canalha política no poder (e não só) merece da maioria dos portugueses...

- Diário de Notícias: Cavaco sublinha importância da coesão nacional

- Diário de Notícias: Electricidade da Madeira desmente novo 'buraco'

- Expresso: Jardim diz que não se arrepende do endividamento

Os responsáveis pela derrocada de Portugal

Mário Soares - 9 de Junho de 1983 - 6 de Novembro de 1985

Cavaco Silva - 6 de Novembro de 1985 - 28 de Outubro de 1995

António Guterres - 28 de Outubro de 1995 - 6 de Abril de 2002

Durão Barroso - 6 de Abril de 2002 - 17 de Julho de 2004

Santana Lopes - 17 de Julho de 2004 - 12 de Março de 2005

José Sócrates - 12 de Março de 2005 - 21 de Junho de 2011

Passos Coelho - desde 21 de Junho de 2011

promessas do passado…

C E N S U R A

A partir desta data e tal como já foi exercido com outro online, este Blogue deixará de inserir notícias publicadas no Correio da Manhã online, dado que ontem foram deixados 3 comentários naquele online que não foram publicados e que se encontravam completamente dentro das regras exigidas pelo jornal nesta matéria.

Notícias Bravas
12.09.2011

salários mínimos na Europa

Bulgária € 123,00
Roménia € 153,00
Polónia € 281,00
PORTUGAL € 525,00
Grécia € 628,00
Espanha € 728,00
Reino Unido € 1.010,00
França € 1.321,00
Bélgica € 1.387,00
Irlanda € 1.462,00
Luxemburgo € 1.642,00

valores calculados sobre 14 meses
(incluem férias e 13º. mês)

E já que falam tanto em colocar Portugal ao mesmo nível dos países da UE, esqueceram-se da igualdade do salário mínimo?

Portugal fora da U.E.

frases ao acaso…

- Impressionante como Portugal não apresenta novos quadros na política e no seu grande empresariado. Onde estão os jovens portugueses? Ouvir um mesmo Cavaco e Silva há mais de três décadas é dose. Um Mário Soares, um Ramalho Eanes (esse ainda está vivo?), é brincadeira. Juventude lusitana assumam logo seu país antes que esses incompetentes o levem à derrocada total. Vejo diariamente a SIC e fico impressionado com o quadro político que se apresenta do continente à Madeira e Açores. Os comentários intermináveis e inócuos no programa "Quadratura do Círculo". O nome diz tudo: Umas bestas quadradas vociferando asneiras em círculo que não levam a lugar algum. Triste ver a nação de Camões, da Escola de Sagres, da Universidade de Coimbra acabar assim.

- Este Governo age como autêntico capataz da Srª. Merkel e Sr. Sarkozy. É o próprio Governo a dizer que os Portugueses têm que fazer sacrifícios, tem que ir para além da troika, para a Srª Merkel e o Sr. Sarkozy ficarem satisfeitos. E para agradar aos olhos daquelas duas personagens, este Governo submete os Portugueses a uma política que não leva a lado nenhum se o objectivo é pagar a dívida. Mas como o que interessa é o sorriso das tais personagens, este Governo optou por medidas de fazer sangue e quando o faz há quem corra para junto de Merkel e de Sarkosy a perguntar se está bem assim ou querem com mais sangue? São pacotes de austeridade atrás de pacotes de austeridade, são impostos directos acompanhados com cortes de vencimentos e como ainda acham,o Governo, que os Portugueses ainda ficam com uns trocos para matar a fome lá vêm com impostos indirectos... O simples cidadão está ensanduichado e sufocado em impostos...
O que este Governo condenou o anterior está a fazer ainda pior e sem se importar com políticas sociais e económicas... O que interessa a este Governo é que Merkel sorria de satisfação, bata palmas a este espectáculo de circo romano onde os Portugueses foram atirados às feras. O Governo fica sempre satisfeito com o seu desempenho quando Merkel bate palmas!!!!
Não temos um Governo inovador para contornar a crise ao serviço dos Portugueses, temos sim um capataz/carrasco ao serviço de quem lhes passa as mãos pelas costas!

- O povo português não é todo estúpido, subserviente e ignorante, temos de calar esta gente sem escrúpulos que manda trabalhar e nada faz pelo país, gente vendida ao capitalismo internacional. A paciência tem limites e o desespero já começa a fazer comichão nas palmas das mãos, prontas para distribuir chapada por esta gentalha miserável e oportunista que reduziu uma nação soberana a uma coutada de meia dúzia de atiradores furtivos que gosta de gozar com a cara de quem ainda acredita no seu país. O melhor é mudarem de discurso senão tudo pode acontecer e os responsáveis por isso terão de fazer as malas e bater com os calcanhares no traseiro.

- Num País de aldrabões e corruptos, nada é demais!!... Vale tudo, até tirar olhos!!! Fazem o que querem e o Povo consente!!! Aqui é que está o mal!!... É o Povo consentir toda esta bagunça e esperar pelo dia D, da sua desgraça!!! Mas, alguma vez existe alguma legislação ou Lei ou seja lá o quê, credível neste País!!! Só nos resta a natureza que essa mão falha!!! Para o ano, serão também taxados os Subsídios de Férias e de Natal, até nos levarem à depressão e ao suicídio!!! Só a INSURREIÇÃO será a solução, nada mais!!! E O POVO PÁ!!!!

- "Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolsam certas leis".

- Farto deste sistema de merda que nos engole
Farto destes políticos a coçar os colhões ao sol
Farto de promessas da treta
Sobem ao poder metem as promessas na gaveta
Farto de ver o país parado como uma lesma
Ver as moscas mudarem e a merda ser a mesma
Farto de miséria, o povo na pobreza
Uns deitam a comida fora, outros não a têm à mesa
Farto de rótulos, estigmas e preconceitos
Abrir os olhos e ver que não temos os mesmos direitos
Farto de mentiras, farto de tentar acreditar
Farto de esperar sem ver nada a melhorar
Farto de ser a carta fora do baralho
Farto destes cabrões neste sistema do caralho
Não te iludas ninguém quer saber de ti
Todos falam da crise mas nem todos a sentem
Muitos com razão, mas muitos deles apenas mentem
Crimes camuflados durante anos a fio
Tavam lá todos eles mas ninguém viu
Não foi ninguém, ninguém fez nada,
E se por acaso perguntarem ninguém diz nada
Farto de ver intocáveis saírem impunes
Dizem que a justiça é para todos mas muitos são imunes
Dois pesos, duas medidas
Fazem o que fazem, seguem com as suas vidas
Para o povo não há facilidades
E os verdadeiros criminosos do lado errado das grades
Boss AC

- O povo português, mesmo com todos os seus defeitos e manias, não merece estar à mercê de uma classe política que só se importa consigo própria.
100editora.net

- Marinho Pinto é tipo ciclone... nunca se sabe que rumo e intensidade toma... Às vezes diz umas verdades...outras burrega em toda a linha. Perdeu na sua defesa do pagamento das defesas oficiosas. Os Advogados metiam "mesmo" a mão na massa, como a ministra já provou, como se verifica pela quantidade de casos descobertos. Agora Marinho ameaça , numa reacção pouco civilizada e imodesta. É o que temos neste país... Marinhos Pintos e João Albertos....

Jardim pede independência da Madeira - Há pouco mais de 5 séculos 2 intrépidos navegadores,João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, cobriram de glória o nome de Portugal, abrindo as portas à grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses. Contrariamente ao que diz o apátrida Jardim, atraiçoando a memória destes grandes portugueses, a Madeira nunca foi COLONIZADA, por ser um arquipélago sem ocupação humana, à data da descoberta.
Esta última e miserável declaração desta ingrata personagem conduz-nos a uma situação sem retorno e exige a realização de um REFERENDO que nos permita saber se os portugueses da Madeira querem manter a sua condição de PORTUGUESES – com todas as obrigações e direitos –ou se, pelo contrário, querem embarcar num navio à deriva, que rapidamente afundará, conduzido por um rasca aprendiz de marinheiro que condenará a população da Madeira a um futuro pouco risonho.

- No exterior são muitas as vozes - Martin Feldstein, George Soros são dois exemplos - que consideram provável que Portugal acabe por sair do euro pelo seu pé, uma vez que não terá condições de aguentar tanta austeridade ou de crescer com as regras do euro, orientadas para economias fortes. Esta semana, em entrevista à SIC, o economista João Ferreira do Amaral - crítico da entrada de Portugal no euro - apontava que vista de fora, sem o envolvimento com o país, a situação insustentável seria fácil de observar.

- Chamar merceeiros a estes "gestores/economistas" de pacotilha, é ofender seriamente os verdadeiros merceeiros...

- Hoje não há uma notícia que nos deixe reconfortados e o problema é só um: o mundo neoliberal em que nós mergulhámos deixou-nos neste estado de pura desgraça. Cavaco começou esta pouca vergonha em Portugal: ele o timoneiro e os seus comparsas. Gente sem categoria nenhuma pouco cultos sem inteligência que vieram dos montes para singrarem na cidade e na política onde se consegue um bom emprego a não fazer nada e depois conseguir-se um grande lugar numa empresa ou em várias. É uma alegria: pessoas com 5 e 6 reformas. Eu sei. Dinheiro muito dinheiro da CEE mal gerido e desperdiçado nas mãos de gente nada séria.Uma máfia. BPN, BPP, MADEIRA. Os portugueses a pagarem as vigarices do homem que quer passar a imagem de honesto mas que a mim nunca me enganou.

- O 25 de Abril tem sido um paraíso fiscal para estes políticos Gatunos que deixam as famílias portuguesas falidas e eles Milionários...!!!

- Votar, em Portugal, já não é democrático, é consentir que o crime de corrupção prolifere sem limite. Podemos travá-los? Sim...
Sem o teu voto, eles não são nada!

- "O País entrou no bloco operatório para fazer uma lipoaspiração e, devido a um erro clínico, saiu de lá sem um rim e com um braço a menos"

- Paulo Macedo, esse grande herói da Direcção-Geral dos Impostos, com vasto currículo na Saúde, quer, por exemplo, economizar nos transplantes. Muito bem. Toda a gente sabe que essas operações são meros caprichos e que, frequentemente, as listas de cirurgia estão cheias de utentes que querem mudar de fígado só porque o que tinham estava fora de moda.

- O ministro também anunciou que o Estado deixará de comparticipar a pílula, sem dúvida uma excelente maneira de combater o aborto. O mesmo caminho segue a vacina contra o cancro do colo do útero e os medicamentos para asmáticos, esses malandros que querem respirar à borla.

- Com menos portugueses e mais asfixiados, certamente o Estado terá menos despesas. Confirma-se: não há vida além do défice.

Porque é que as dívidas de particulares aumentam?

Existem por aí uns economistas de capoeira, a mandarem bitaites sobre os "calotes" que as famílias pregam à banca e às "sociedades financeiras" que designo de "mercearias de dinheiro fácil" sem terem em linha de conta, na maioria dos casos, do porquê de tal situação.
O Dr. Paulo Morais em meia dúzia de frases, sintetizou os porquês dessa situação e eles são, principalmente:

- Ganância irresponsável de uma Banca usurária.
- Quando se vulgarizaram, o crédito ao consumo e os empréstimos pessoais pareciam uma solução fácil. Um embuste colossal.
- As empresas de crédito ao consumo lançaram milhões num inferno. Prometiam taxas de juro que eram já de si elevadas. Mas a estas acresceram comissões, seguros, impostos e outros assaltos. Obrigam assim os clientes ao pagamento de taxas anuais efectivas de encargos (a famosa TAEG) de quase 30 por cento. Em famílias de escassos recursos, estes empréstimos provocaram a insolvência.
- Ao longo de anos, as autoridades de supervisão bancária nada fizeram. Sucessivos governos deixaram os consumidores de produtos financeiros à mercê das verdadeiras sanguessugas que são as sociedades financeiras de “apoio” (?!) ao consumo e de concessão de crédito pessoal.
- Há que tentar perceber a ausência de intervenção do Banco de Portugal e até a inércia do Ministério Público, incompreensível, uma vez que a usura em Portugal constitui crime. De seguida, baixar compulsivamente as taxas, repondo a equidade.

Nem o Banco de Portugal, nem o Ministério Público, nem os (des)governos, todos eles, em conjunto, alguma vez puseram cobro a esta USURA que, como Paulo Morais diz, constitui CRIME em Portugal.

A.C.A.M.

União de Doentes com Cancro em risco de fechar

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) anunciou hoje que corre o risco de encerrar devido à redução de donativos e apela às dádivas dos portugueses para poder continuar a apoiar estes doentes e os seus familiares.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a UHDC refere que, "devido à crise e consequente drástica redução de donativos", está a "passar por graves dificuldades económicas".
Nas contas da UHDC está já com um saldo negativo de 27 mil euros, relativo a 31 de Agosto, valor que a organização precisa reunir até final do ano, "de modo a garantir o pagamento de salários e a prossecução de todas as suas actividades de apoio a doentes com cancro e seus familiares, nomeadamente, a Linha Contra o Cancro e o Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico".
A União Humanitária dos Doentes com Cancro apela aos contributos da população (empresas e particulares), disponibilizando a conta da organização no Montepio com o NIB: 0036 0216 99100077363 22.
Esta associação - que tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares, mediante a prestação de diversas valências de apoio, inteiramente gratuitas - promove anualmente uma campanha de angariação de fundos, de modo a garantir a sua sustentabilidade, tendo registado este ano uma redução de cerca de 30 mil euros face à campanha do ano passado.
Esta redução de fundos "coloca em causa a sobrevivência da associação", lê-se no comunicado.

inquérito Diário Digital

Inquérito JN 500 euros aos alunos

Inquérito JN sobtre quebra de proditividade

Inquérito JN – Taxa para financiar bombeiros

Inquérito J.N. desvio contas Madeira

aldrabices de algibeira

"Ninguém nos verá no Governo a impor sacrifícios aos que mais precisam apenas para fazer de conta que está tudo bem, se as coisas não estiverem bem, nós teremos de dizer que aqueles que têm mais, têm de ajudar mais os que têm menos em Portugal".
Passos Coelho
In JN de 2011-06-01

"A Grécia pediu ajuda e falhou. E sabem o que é que pode acontecer? Pode não haver mais ajuda externa. Não é a Europa que pode estar em causa com o Euro. São os gregos que podem ficar de fora da Europa e podem sofrer o que não é justo que sofram", disse, num paralelo com o que pode vir a acontecer a Portugal, se não houver um Governo "forte e coeso".
"Nós não podemos ter um Governo que faça de conta, que minta".
"Não percam tempo com quem já sabe que fracassa, dêem força a quem pode ganhar Portugal", pediu, apelando a que, numa "altura histórica" como a que Portugal vive, os portugueses não votem num Governo que "pode deitar tudo a perder".
Para além de ter dito: GOVERNAR PORTUGAL É IR AO POTE!
Passos Coelho
In JN de 2011-05-29

“O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu hoje que, se ganhar as eleições, “não vai mexer nas taxas de IVA” e que pretende recolher mais dinheiro dos impostos “alargando a base”. “Eu já tive ocasião de dizer que o PSD, e eu próprio, não vamos mexer naquilo que são as taxas de IVA que estão previstas, nomeadamente no acordo que foi estabelecido com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Nós vamos ter de recolher mais dinheiro dos impostos alargando a base, que não aumentando ou agravando as taxas do imposto”, disse.”<
Passos Coelho falava numa acção de campanha em Valença do Minho, durante a qual ouviu as preocupações dos comerciantes e dos autarcas locais sobre a disparidade já existente entre o IVA em Portugal e em Espanha.”
In LUSA/SOL 30 de Maio de 2011

A 01.Abr.2011, Passos Coelho GARANTIU a uma aluna de uma escola de Vila Franca de Xira que NÃO IRIA MEXER NO SUBSÍDIO DE NATAL 2011...!!!

C A R R I S

15% de aumento nos títulos de transporte resultaram na continuidade dos maus serviços prestados aos utentes!
Equipamentos de ar condicionado, em pleno Agosto, com temperaturas exteriores mais frescas que dentro das viaturas porque o AC está DESLIGADO! 80% dos motoristas devem ser alérgicos ao AC pois pela janelinha do lado deles entra corrente de ar, ao passo que os que pagam o seu título de transporte vão numa de sauna forçada!
E como isto é um País de mansos, onde ninguém protesta, a estória continua diariamente... E não esqueçam, seus pategos, que em Janeiro está previsto novo aumento de tarifário...!

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