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Sem honra nem glória


Fio de Prumo

Paulo Morais

Na maioria das câmaras, vive-se um estranho vazio de poder. Os presidentes já pouco ou nada mandam.

Na maioria das câmaras portuguesas, vive-se um estranho vazio de poder. Os presidentes já pouco ou nada mandam. E isto porque quase dois terços estão de saída, por força da lei que limita os mandatos.

Nos últimos tempos, com a perspectiva do abandono, os poderes clientelares que os autarcas criaram ao longo de anos começam a rebelar-se contra eles. Multiplicam-se já as lutas fratricidas pela sucessão.

São muitos os jogos de sombras e as manobras de bastidores.

Os presidentes cessantes, salvo honrosas e raras excepções, ficaram embriagados por anos de poder e combatem agora ferozmente pela sua sobrevivência política.

Alguns anseiam por um posto na administração pública ou disputam um cargo numa qualquer empresa pública.

Este caminho é uma tentação sobretudo para os social-democratas, que assim aproveitam a boleia das recentes mudanças governativas. Mas os “tachos” são hoje menos e mais pequenos. E ainda bem!

Há ainda quem tente a sua sobrevivência na política autárquica, anunciando a sua eventual candidatura a um concelho vizinho, cujos eleitores se renderiam aos seus encantos.

Tentam desta forma manter o seu grupo de apoiantes coeso e os seus negócios intactos. Mas sabem que não vão poder candidatar-se.

A lei de limitação de mandatos determina que “o presidente de câmara municipal só pode ser eleito para três mandatos consecutivos”. E afirma ainda que “um presidente de câmara municipal, depois de concluídos os mandatos referidos, não pode assumir aquelas funções (de presidente “de” câmara) durante o quadriénio imediatamente subsequente ao último mandato consecutivo permitido”. Claro como água.

A limitação de mandatos veio pois condenar os caciques, os presidentes plenipotenciários de outrora, a uma angústia sem solução.

Um lugar na administração pública, pouco provável, não lhes confere o poder nem os negócios a que estão habituados. E uma nova candidatura é uma miragem.

Em desespero e agarrados ao poder, arrastam-se agora até ao final do mandato, sem honra nem glória.

In Correio da Manhã online
03/01/2012 | 01h00
Por:Paulo Morais, Professor Universitário

Laços familiares


Dia a dia

Fernanda Cachão

É extraordinária a importância dos laços na família do autarca de Oeiras. Já sabíamos que Isaltino Morais tem na Suíça um sobrinho taxista chamado Leandro, agora ficámos a saber que tem também uma irmã, de seu nome Floripes, uma companheira chamada Patrícia e que convive bem com os pais desta. A estes últimos e a todos os anteriores, Isaltino muito estima.

Em 2003, o emigrante na Suíça teve o nome na imprensa devido à fé que em si depositava o tio. Certamente convicto da credibilidade que tinha o milagre da multiplicação da tarifa, Isaltino disse que as contas suíças que se dizia serem suas eram do sobrinho taxista. Condenado por fraude fiscal e branqueamento de capitais, o autarca corre, desde então, todas as milhas que a maratona do sistema judicial oferece aos bons atletas.

Soubemos agora que as contas da irmã Floripes e dos sogros foram bafejadas com depósitos e que, destas, milhares saíram para as contas de Isaltino e de Patrícia. Tal sorte e solidariedade familiar são dignas de ficção televisiva.

À falta doutro melhor, ocorre-nos o actor James R. Gandolfini Jr. – instruam-no no esquema português, dêem-lhe influência política e uma câmara para governar e vai aos Emmys.

In Correio da Manhã online
03/01/2012 | 01h00
Por:Fernanda Cachão, Editora Correio Domingo

O paraíso dos ricos


Correio Directo

Armando Esteves Pereira

Alexandre Soares dos Santos, o segundo homem mais rico de Portugal, com uma fortuna avaliada em 1,9 mil milhões de euros, transferiu as suas acções da Jerónimo Martins, a campeã nacional em Bolsa de 2011, para uma sociedade holandesa detida por si.

A manobra destina-se a evitar a pesada tributação. Chama-se a esta operação planeamento fiscal, e o patrão da Jerónimo Martins não é o primeiro a fazê-la. Amorim, o português mais rico, e Belmiro de Azevedo, o terceiro do ranking, já a fizeram.

O que é planeamento fiscal para os milionários é fuga ao Fisco na classe média e nos trabalhadores por conta de outrem, que não podem transferir o rendimento, nem heranças, para nenhum paraíso. Vivem no inferno fiscal.

In Correio da Manhã online
03/01/2012 | 01h00
Por:Armando Esteves Pereira, Director-Adjunto

Terrorismo de colarinho branco


É um autêntico terrorismo de colarinho branco aquilo que este (des)governo anda a fazer aos Portugueses da classe média-baixa – se é que a média já não se desintegrou completamente e apenas existe a baixa…

2012 vai ser um ano de tremendas dificuldades para quem tem salários/pensões/reformas baixas, com a agravante das medidas terroristas que este (des)governo já colocou em prática durante 2011 e as que ainda estão para vir à luz do dia neste ano de 2012.

De todas as declarações falaciosas efectuadas por Passos Coelho – ainda ele andava à cata da conquista do tão desejado pote -, até aos dias de hoje, constatou-se que tudo o que ele disse, sem qualquer margem para dúvidas, foi que andou a enganar os Portugueses com falsas declarações e afirmações, para ao abrigo delas e pela insatisfação que o então (des)governo de Sócrates estava a causar, vencer as eleições com base na ALDRABICE. E isto, é pura VIGARICE!

Dizer que este (des)governo é maioritário é outra falácia que pretende ocultar a verdade dos números. Num universo de 9.429.024 de eleitores inscritos em que 4.098.360 de eleitores se abstiveram, votaram em branco ou anularam o voto (43,47%), como podem estes trapalhões afirmarem que são a “maioria” eleita pelos Portugueses?

O PPD/PSD teve 2.145.452 (22,75%) de votos; o CDS/PP teve 652.194 (6,92%) de votos; a abstenção teve 3.875.022 (41,1%); os votos em branco 148.058 (1,57%) e os votos nulos 75.280 (0,8%). Os números dizem claramente, preto no branco, onde se encontra a verdadeira MAIORIA de intenções dos eleitores Portugueses e não aquele que estes aldrabões pretendem fazer constar, sendo favorecidos pelo sistema eleitoral vigente em Portugal que leva a que se cheguem a estas “maiorias” de minorias…

Toda a carga fiscal (aumentos de taxas, impostos – IRS, IVA, etc.) e social (aumentos de preços a nível global) caíram precisamente sobre todos aqueles que menos hipóteses têm de se defenderem social e economicamente desta política ultra-neoliberal praticada por este (des)governo social-fascista. António de Oliveira Salazar, o tal a que apelidam de fascista e que foi o Presidente do Conselho do regime do Estado Novo derrubado pelo golpe militar do 25’Abr’74, nunca ousou tomar medidas deste tipo e dentro da miséria que sempre existiu neste País – agora ainda mais que nessa época -, os Portugueses ainda podiam andar de cabeça erguida porque, apesar de tudo, não faltava trabalho a quem realmente quisesse trabalhar. Os chulos, com o é óbvio, ficam fora deste contexto.

Não é uma apologia ao regime do Estado Novo, com o qual nunca me identifiquei, mas ainda muito menos me identifico com o actual regime de pseudo-“democracia” que mais não passa de uma fantochada, uma mascarada e uma palhaçada totais, que pretensos “democratas” e “revolucionários” sempre nos pretenderam impingir, quando na verdade e na realidade, apenas pretenderam – quando apareceram na ribalta do pós 25’Ab r’74 -, encher a pança à custa da ingenuidade do Povo que tinha acabado de levar em cima com quase meio século de ditadura…

Todos aqueles políticos que falam em nome do Povo – algum que não fale sempre que lhe interesse? – não passam de uma cambada de aldrabões que não abdicam das suas mordomias, mesmo neste tempo de crise que o País atravessa. Já se viu, por exemplo, algum deputado do BE, dos Verdes ou do PCP, abdicarem de parte dos seus salários e mordomias de deputados para contribuírem para o pagamento da dívida de que foram eles os únicos co-culpados?

Já se viu por exemplo, algum ex-político ou ex-governante, abdicar das várias reformas/pensões vitalícias ou outras mordomias sumptuosas que possui, as quais são pagas por todos nós, contribuintes? O tanas! Desde que este (des)governo se encontra em funções, há quase seis meses, ainda não se viu nada que atingisse esses pançudos do regime, ainda não se viu a liquidação completa das Fundações, Institutos, PPP’s, Observatórios, Comissões disto e daquilo que apenas são fonte de sucção dos dinheiros públicos e pagos por todos nós!

Porque será que tem sempre a classe miseravelmente baixa deste País a ser estripada até ao tutano do quase nada que ainda possui em favor destes pançudos do regime, a fim de pagar as dívidas colossais que eles próprios criaram, alimentaram e desenvolveram ao longo de mais de TRÊS DÉCADAS? Li hoje nos online que, em 2012, cada Português terá de pagar 1.945 €uros pela dívida pública! Eu não tenho de pagar dívidas contraídas por terceiros e a quem não dei o meu aval de confiança!

As minhas dívidas pessoais, tenho-as pago cada vez com maior sacrifício mercê dos ROUBOS que tenho sido alvo por estes terroristas de colarinho branco legalizados, mas ainda vou pagando, agora pagar dívidas que serviram para encherem a pança de gajos que andam hoje a rirem-se, quer no País, quer fora dele, do que fizeram a Portugal e aos Portugueses sem nada lhes acontecer nem serem criminalizados por esse facto?

Quem não está bem… muda-se! É o que vou fazer. Mudar de ares porque aqui estou a sentir-me completamente asfixiado e enojado pelo que está a acontecer ao meus País. Que actualmente não passa de um sítio muito mal frequentado, com gente de duvidosa origem e classificação moral, intelectual e honrada… Este Blogue ficará por aqui mas a partir de hoje não será mais actualizado. Talvez mais tarde sirva para nos lembrarmos do que foi o reinado destes políticos vigaristas, corruptos e aldrabões, que destruíram e levaram Portugal à bancarrota e à completa miséria do Povo Português!

Fica aqui a reposição de alguns dos registos mais importantes dos últimos seis meses, das mentiras injectadas aos Portugueses por um tipo que chegou a primeiro-ministro sem saber “ler e escrever”…

As aldrabices de Pedro Passos Coelho – 2010/2011

Pedro Passos Coelho é um farsola

A responsabilidade será nossa…

As Mentiras de Pedro Passos Coelho:

Citações que Passos Coelho fez antes das eleições:

– …”Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução.”

– …”Estamos disponíveis para soluções positivas, não para penhorar futuro tapando com impostos o que não se corta na despesa.”

– …”Aceitarei reduções nas deduções no dia em que o Governo anunciar que vai reduzir a carga fiscal às famílias.”

– …”Sabemos hoje que o Governo fez de conta. Disse que ia cortar e não cortou.”

– …”Nas despesas correntes do Estado, há 10% a 15% de despesas que podem ser reduzidas.”

– …”O pior que pode acontecer a Portugal neste momento é que todas as situações financeiras não venham para cima da mesa.”

– …”Aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus actos.”

– …”Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos.”

– …”Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.”

– …”Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado.”

– …”Já estamos fartos de um Governo que nunca sabe o que diz e nunca sabe o que assina em nome de Portugal.”

– …”O Governo está-se a refugiar em desculpas para não dizer como é que tenciona concretizar a baixa da TSU com que se comprometeu no memorando.”

– …”Para salvaguardar a coesão social prefiro onerar escalões mais elevados de IRS de modo a desonerar a classe média e baixa.”

– …”Se vier a ser necessário algum ajustamento fiscal, será canalizado para o consumo e não para o rendimento das pessoas.”

– …”Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português.”

– …”A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento.”

– …”A pior coisa é ter um Governo fraco. Um Governo mais forte imporá menos sacrifícios aos contribuintes e aos cidadãos.”

– …”Não aceitaremos chantagens de estabilidade, não aceitamos o clima emocional de que quem não está caladinho não é patriota”

– …”O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento.”

– …”Já ouvi o primeiro-ministro dizer que o PSD quer acabar com o 13.º mês, mas nós nunca falámos disso e é um disparate.”

– …”Como é possível manter um governo em que um primeiro-ministro mente?”

Conta do Twitter de Passos Coelho (@passoscoelho), iniciada a 6 de Março de 2010. Os tuites aqui transcritos foram publicados entre Março de 2010 e Junho de 2011 (Esta nota final foi rectificada às 19.30 de sexta-feira, 2 de Setembro) Artigo Parcial Citações de Passos Coelho antes das eleições… Comparem o que disse com o que está a fazer!!

Os políticos que contribuíram para a derrocada de Portugal:

  • Mário Soares – 9 de Junho de 1983 – 6 de Novembro de 1985
  • Cavaco Silva – 6 de Novembro de 1985 – 28 de Outubro de 1995
  • António Guterres – 28 de Outubro de 1995 – 6 de Abril de 2002
  • Durão Barroso – 6 de Abril de 2002 – 17 de Julho de 2004
  • Santana Lopes – 17 de Julho de 2004 – 12 de Março de 2005
  • José Sócrates – 12 de Março de 2005 – 21 de Junho de 2011
  • Passos Coelho – desde 21 de Junho de 2011

15 políticos antes e depois de passarem pelo Governo português

O jornalista António Sérgio Azenha investigou e analisou os rendimentos de 15 políticos antes e depois de passarem pelo Governo português. O resultado está no livro ‘Como os políticos enriquecem em Portugal’, da editora Lua de Papel.

  • Joaquim Pina Moura: antes 22.814,00, depois 697.338,00;
  • Jorge Coelho: antes 41.233,00, depois 702.758,00;
  • Armando Vara: antes 59.486,00, depois 822.193, 00;
  • Manuel Dias Loureiro: antes 65.010,00, depois 861.366,00;
  • Fernando Faria de Oliveira: antes 65.010,00, depois 700.874,00;
  • Fernando Gomes: antes 47.901,oo, depois 515.000,00;
  • António Vitorino: antes 36.089,00, depois 383.153,00;
  • Luís Parreirão: antes 52.212,00, depois 463.434,00;
  • José Penedos: antes 112.947,00, depois 728.635,00;
  • Luís Mira Amaral: antes 64.968,00, depois 414.294,00;
  • António Mexia: antes 680.360,00, depois 3.103.448,00;
  • António Castro Guerra: antes 43.658,00, depois 210.828,00;
  • Joaquim Ferreira do Amaral: antes 64.968,00, depois 278.258,00;
  • Filipe Baptista: antes 74.254,00, depois 192.282,00;
  • Ascenso Simões: antes 70.285,00, depois 122.102,00.

O repórter baseou-se nas declarações de património e rendimentos apresentadas pelos políticos ao Tribunal Constitucional, desde 1995, ano em que a informação passou a estar disponível, e reconstituiu o percurso de crescimento económico de 15 antigos governantes. Veja como Jorge Coelho, Dias Loureiro e outros multiplicaram os seus ordenados.

Os meus votos de Ano Novo para os políticos deste País são estes:

E os burros somos nós!!!???

Culpados de morte


Pensar alto

Joana Amaral Dias

No balanço da operação Natal, um responsável da PSP, a propósito dos mortos nas estradas, disse que esses cidadãos “não cooperaram, não quiseram manter-se vivos”.

Eis a frase que melhor simboliza o ano que termina e que poderá ser a bandeira de 2012. 2011 foi politicamente intenso. Mas não é preciso ser nenhum zandinga para saber que 2012 será crucial. Amanhã o euro fará uma década. Já o seu 11º aniversário não está garantido.

O ano novo decidirá o futuro da UE: sem euro, paz e democracia poderão estar em risco. Pelo contrário, se a Europa salvar a sua moeda, democracia e paz poderão estar em perigo. A tirada do porta-voz da PSP é o retrato dos governos da UE que impõem todos os sacrifícios aos cidadãos, obrigando-os a pagar por erros que não cometeram.

É o símbolo de uma UE que está a destruir a sua democracia, substituindo-a pelo império dos mercados comandado por “peritos” que obrigam à austeridade, por “especialistas” que tiram o pão mas culpabilizam os cidadãos de morrerem de fome.

Já se sabe que, se em 2012, os europeus não aguentarem, os executivos a mando de Merkozy dirão: “Não cooperaram, não quiseram manter-se vivos.”

In Correio da Manhã online
31/12/2011 | 01h00
Por:Joana Amaral Dias, Docente Universitária

E você, acredita?


Quarto Poder

Manuela Moura Guedes

Só os pobres escapam ao raide de uma política fiscal que castiga quem trabalha como ninguém na Europa

Não me lembro de ter chegado ao fim de um ano tão mau e, mesmo assim, desejar que o novo não comece. As perspectivas são negras e nem mesmo as promessas de Passos de “democratizar a economia” suavizam o horizonte. Os seis meses de Governo mostram que entre as intenções e a prática há um enorme vazio.

A austeridade tem como alvo a classe média, da alta à baixa. Só os pobres escapam ao raide de uma política fiscal que castiga quem trabalha como ninguém na Europa, e deixa de fora quem vive de mais-valias e dividendos. E os que têm “acesso privilegiado ao poder” continuam a ser os poderes reais do País. Os interesses corporativos que se alimentam do Estado não acabaram, o que se alterou foi um faz-de-conta. As nomeações para cargos dirigentes da Administração Pública serão por concurso público mas o ministro terá a última palavra, anulando a escolha por concurso.

A reforma do Poder Local acaba apenas com freguesias deixando as 308 autarquias do século XIX desfasadas das necessidades actuais. Os interesses partidários sobrepuseram-se e os caciques locais ganharam. Continuam as mais de 2ooo empresas municipais, quase todas endividadas e a albergar familiares e amigos de autarcas. Antes de ser Governo, o PSD prometia acabar com todas as que não tivessem “50% de receita privada”. Também iam acabar com Fundações, Institutos, “o Estado gordo”… a dieta foi tão ligeira que até vai haver o novo Instituto Português da Moda (procuram um palacete).

Em contrapartida, corta-se em coisas tão essenciais como medicamentos, médicos, enfermeiros ou nos 3 helicópteros do INEM à noite. Não estavam a ser rentabilizados. Custam 1,8 milhões de euros por ano e só às vezes é que há gente quase a morrer que precisa deles! Já a RTP custa mais de 100 milhões e vai deixar de ter publicidade para depender só do OE e do Governo que cedeu à pressão das privadas. Tal como tem cedido ao peso de quem intervém nas negociatas da PPP (60 mil milhões), grandes empresas, construtoras, banca e advogados.

Os sinais já são muitos e fortes de falta de vontade política do Governo para acreditar outra vez em promessas de “democratização da economia”. Mas espero mesmo estar enganada – É o meu desejo para 2012!

In Correio da Manhã online
30/12/2011 | 01h00
Por:Manuela Moura Guedes, Jornalista

[importante] – Acreditar? Em quem, Manuela? Nesta canalha imunda de aldrabões? Neste gang de gatunos que nos andam a ROUBAR legal e descaradamente sob o pretexto que temos dívida para pagar? Eu? Pagar a dívida que encheu a pança destes canalhas, dos compadres, amigos e quejandos? Mas porque carga d’água tenho de pagar uma dívida monstruosa, criada por esta escumalha política e que não é minha? Dizem que eu e todos os Portugueses, em 2012, vamos ter de pagar 1.945 €uros, cada um, pela dívida que estes vagabundos criaram, amamentaram, desenvolveram e gozaram… Porquê? Porque é “democrático”? Eu já nem na minha sombra acredito…! [/importante]

 

Então bom descanso, senhores deputados


O Cronista Indelicado

João Miguel Tavares

Vamos cá ver: 2012 não vai ser um ano mau. Vai ser um ano horrível. O pior em décadas. Milhares de empresas irão fechar. Dezenas de milhares de pessoas ficarão sem os seus empregos. Centenas de milhares de pessoas serão lançadas na pobreza. E como aquecimento para este annus horribilis o que é que fazem os nossos queridos deputados? Vão 11 dias de férias.

Entre 23 de Dezembro e 2 de Janeiro os deputados estarão a reflectir sobre o futuro do País, no conforto de suas casas, com peru no bucho e uma flute de champanhe na mão direita. Ouvida pelo CM, a secretária–geral da Assembleia da República explicou que “o facto de não estar agendado plenário nem comissões não significa que os trabalhos não continuem”. Claro que os trabalhos continuam – estou certo de que se neste momento visitássemos o Parlamento encontraríamos centenas de deputados banhados em suor e cercados de produção legislativa.

É curioso notar que após tanto esforço para moralizar o País, eliminar feriados, aumentar o tempo de trabalho, diminuir as férias ou acabar com as tolerâncias de ponto, os deputados tenham decidido manter a semana de regabofe natalício.

Os próprios funcionários do Parlamento não têm férias nem tolerância, mas já os deputados, esses, estão a melhorar a produtividade da pátria com os pés esticados em cima do sofá. Ora, se a malta gosta tanto de aproveitar os festejos, então que abra o Parlamento na noite de 31 e organize uma festa de arromba para todos os quadrantes políticos. Apanhavam a piela do costume, só que nos seus postos de trabalho – o que, não melhorando a situação do País, sempre consolava um bocadinho.

In Correio da Manhã online
30/12/2011 | 01h00
Por:João Miguel Tavares (jmtavares@cmjornal.pt)

TDT: pôr os pobres a gastar dinheiro


O fim do sinal analógico e a transição para a Televisão Digital Terrestre, que começa a 12 de Janeiro e acaba a 26 de Abril, não podia calhar em pior altura. Muitos dos portugueses que não têm televisão por cabo e compraram o seu aparelho antes de 2009 – geralmente os que têm menor folga financeira, onde se incluem muitos idosos – terão de pagar um aparelho descodificador. São 77 euros mais IVA, com reembolso de 22 euros pela PT para os pensionistas com menores rendimentos e algumas pessoas mais desfavorecidas. Uma coisa chocante para os senhores da ANACOM: 55 euros é muito dinheiro para quem tenha reformas abaixo dos 300 euros ou para quem esteja desempregado. Pior: quem tenha um televisor sem tomada de interface SCART ou HDMI terá mesmo de comprar uma televisão nova ou um modulador de sinal RF, não comparticipado. E não podemos esquecer todos os que vivem nas zonas não cobertas pela TDT (cerca de 13% da população) que terão de de usar o satélite.

Não ponho em causa as vantagens da TDT para a modernização do sector. Mas elas não se farão sentir, de forma evidente, para a maioria dos consumidores. O sinal poderá ser melhor mas continuarão, apesar da despesa, a ter direito aos mesmíssimos quatro canais do costume.

Se a transição tecnológica não traz serviços novos e relevantes porque têm de ser os cidadãos a pagá-la? Parece, a quem tenha alguma noção das situações dramáticas que se vivem, no meio desta crise, por este país fora, que esta é uma despesa prioritária para as famílias? Se obrigam as pessoas a isto não seria normal darem-lhes qualquer coisa em troca? Um exemplo: se já pagamos a RTP nos nossos impostos não seria uma boa solução aproveitar as potencialidades da TDT e oferecer no pacote gratuito os restantes canais da televisão pública? Porque temos de pagar duas vezes (nos impostos e na subscrição por cabo) a mesma coisa?

In Expresso online

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:05 Quinta feira, 29 de Dezembro de 2011

O ilegal agente provocador


Estado das Coisas

Rui Rangel

Começo por dizer que tenho apreço e estima pessoal pelo actual ministro da Administração Interna. Do que conheço sei que a sua formação cívica e política o impedem de pensar travar qualquer manifestação legal, com a utilização de agentes provocadores, para retirar força e eficácia a uma manifestação, que é um direito constitucional.

Eu sei e Miguel Macedo também sabe que a utilização de agentes provocadores numa manifestação de cariz sindical, devidamente autorizada, é ilegal. Qualquer acção de polícias à paisana, que contribua para a agitação e para a violência, numa manifestação legal que decorra dentro das regras que regulam um Estado com Lei, levanta questões éticas e legais preocupantes.

Polícias à paisana, com a inteligência nos músculos, fazendo lembrar o que de mau têm alguns seguranças da noite, que abusem do poder e agridem pessoas que se manifestam dentro da ordem legal, não podem ficar impunes de responsabilidade criminal e disciplinar.

Se o governo quer legitimar os actos ilegais do agente provocador, então, tem bom remédio: crie legislação específica que clarifique estes comportamentos. E é urgente que pense nisso, porque a crise social e de desemprego vão fazer quebrar a coesão social e potenciar a indignação.

Diz a história que o agente provocador tem sido uma táctica operacional de agentes infiltrados da polícia, para se imiscuir, monitorar, destruir e ou subverter manifestações sindicais. Percebo a lógica do agente infiltrado, como método para garantir a segurança e prevenir o crime. Não aceito o agente provocador que incita à exaltação e à desobediência, para, a seguir, ganhar legitimidade, para agir, usando, de forma desproporcionada, a força contra cidadãos indefesos. Como também não aceito que polícias à paisana, sem qualquer identificação, se coloquem na primeira fila de contenção de uma manifestação. O que está aqui em causa não é combater a criminalidade.

A componente política de uma manifestação sindical e os seus efeitos devem obrigar, por parte das forças policiais, a outra contenção e a toda a prudência. A preparação que têm (ou deviam ter) a isso obriga. A repressão de direitos legítimos não se faz por esta via.

Os agentes provocadores, que estão à paisana, não podem gozar de impunidade por via da sua não identificação, situação de ofensa clara ao princípio da igualdade, uma vez que o polícia que está identificado não tem margem de fuga.

É um dever a sua identificação e um direito exigi-la. Pactuar com comportamentos ilegais e difusos faz nascer duas consequências, uma de natureza política e outra judicial. Cada um que tire a sua.

In Correio da Manhã online
29/12/2011 | 01h00
Por:Rui Rangel, Juiz Desembargador

[nota] – Por curiosidade, deixo aqui o comentário de um “opinador” do C.M. online sobre esta peça: «E porque toma como garantido que os houve nas últimas manifestações? Por os anarquistas e extremistas de esquerda terem usado esse argumento para branquear os crimes que cometeram? Para Juiz, falta-lhe isenção, não?…»
Digo eu: eles quando são picados… mostram os dentes… Não gostam porque não admitem a democracia dos outros. É do que vive Portugal actualmente: uma “democraCIA” fantoche, social-fascista e bastarda![/nota]

Passos em volta da exaustão


O primeiro-ministro foi às televisões, admitindo-se, com modesta expectativa, que iria sossegar a nação. Não sossegou ninguém. Surgiu um homem alquebrado, de rosto fechado e descaído, exausto e confuso, conferindo ao discurso uma futilidade patética. Entre o apelo à confiança e a surpreendente declaração sobre a necessidade de se “democratizar a economia”, com o concurso do povo, nada do que disse produziu o mínimo estremecimento de emoção. O dr. Passos não motiva, não congrega, não aquece nem arrefece. E é cada vez mais visível o esforço que faz para convencer aqueles dos outros e os próprios que o cercam.

Os áulicos do costume aplaudiram, com fervor inconsistente; e o CDS-PP, muito calado nos últimos tempos, mandou um moço grave e soturno, cujo nome não fixei, proferir umas irrelevâncias apropriadas. As televisões, preguiçosas e desprovidas de critério, têm dado espaço e tempo a pessoas que o são sem ser coisíssima nenhuma. E que os partidos recorrem ao rebotalho dos aparatchiks por inexistência de figuras de proa. Diz-se, também, que a coligação não afina com muitos diapasões, e que a ausência do dr. Portas nos “eventos” mais chamativos se deve a um certo mal-estar.

A verdade é que o presidente do CDS possui grande presciência política e as suas faltas em actos públicos talvez sejam um sinal de prudência e de distanciação de muitos actos do Governo. Enquanto o dr. Passos fala, fala e não diz nada, e dá entrevistas umas atrás das outras, numa fastidiosa rotina de vacuidades, o seu parceiro de aliança afasta-se, com um recato que lhe não é próprio, ele, tão dado à fotografia, à imagem, à primeira fila.

A sociedade portuguesa está gravemente enferma e o Executivo não consegue dar conta do recado. Embrulha-se em quezílias pessoais (caso da ministra da Justiça e do bastonário da Ordem dos Advogados); em afirmações desprovidas de sentido e logo apressadamente desmentidas (Álvaro Santos Pereira); ou em embaraçosas declarações de princípio (Miguel Relvas), reveladoras de impreparações políticas fulcrais. O que deveria ser dito pelo Governo é comentado pela Igreja, com argumentação sólida. O cardeal-patriarca de Lisboa, cuja independência de espírito já o opôs, por exemplo, ao Vaticano (celibato dos padres e ordenação das mulheres, verbi gratia), anunciou que as desigualdades sociais só seriam vencidas se a ordem económica sob a qual vivemos fosse rapidamente substituída. E a Conferência Episcopal, insistindo em que não há social sem cidadania, favorece, no resguardo peculiar à instituição, a necessidade do compromisso com o protesto e com a resistência às iniquidades.

Meu Dilecto: estamos no fecho de um ano desgraçado e nocturno. Que Hermes, o deus do bom caminho, ilumine o que aí vem, e não nos deixe enveredar por veredas e azinhagas.

In Diário de Notícias online
28/12/2011
por BAPTISTA-BASTOS

Tim-tim por tim-tim


Fio de Prumo

Paulo Morais

Os três últimos primeiros-ministros eleitos foram empossados na sequência de campanhas em que prometeram não aumentar impostos. Mas não tardaram a fazê-lo, mal se instalaram no poder. Durão Barroso tinha até anunciado um choque fiscal, com uma brutal redução de impostos. Para justificarem a sua incoerência, todos alegaram desconhecimento da situação efectiva das finanças públicas. O que não colhe. Pois ao candidatarem-se teriam de conhecer toda a informação. Se a não conheciam, são incompetentes; se, por outro lado, dela dispunham, são mentirosos.

Duma forma ou doutra, todos nos vieram ao bolso. Com o discurso da “tanga” de Barroso, do “défice descontrolado” de Sócrates ou do “buraco colossal” de Passos Coelho. Prometendo em campanha uma política fiscal e fazendo exactamente o seu contrário, os políticos desacreditaram a democracia enquanto regime em que se contrapõem ideias e se espera que se implementem as propostas dos que vencem nas urnas.

O facto é que os impostos são hoje um verdadeiro esbulho aos nossos rendimentos. E, paradoxalmente, ao aumento da carga fiscal dos últimos dez anos tem correspondido uma diminuição das regalias que o Estado concede. Durão Barroso introduziu portagens nas Scut, José Sócrates reduziu a rede escolar e hospitalar, diminuiu as pensões de reforma, e Passos Coelho parece ir pelo mesmo caminho. Todas estas decisões seriam até talvez aceitáveis se os impostos em vez de subir… estivessem a descer.

Como é isto possível? Para onde têm ido todos os recursos? Alguns desvarios são conhecidos, mas não se tem noção de qual é a sua verdadeira dimensão. Ainda estão por esclarecer os montantes esbanjados na Expo 98 ou no Euro 2004.

Outros gastos são ainda mais secretos, como os das parcerias público-privadas em auto-estradas e hospitais, os montantes escandalosos dos juros de dívida pública ou a nacionalização do BPN.

Aqui chegados, impõe-se um cabal esclarecimento de qual o destino que tem sido dado, nos últimos anos, aos milhões arrecadados através dos nossos impostos. Explicados euro a euro, tim-tim por tim-tim.

In Correio da Manhã online
27/12/2011 | 01h00
Por:Paulo Morais, Professor Universitário

Sonhos de Natal


Dia a Dia

José Rodrigues

Não sou muito dado a açúcares, mas neste Natal não resisti a uns sonhos. Sei que não podemos abusar deles, mas um dia não são dias, e, afinal de contas, como diz o povo,para amarga já basta a vida…

Assim, na noite da Consoada, permiti-me uns quantos sonhos, bem dourados e açucarados: que em 2012 vamos conseguir cumprir a meta do défice de 4,5%; que não serão mesmo necessárias medidas adicionais de austeridade além das previstas; que em 2013 vamos começar a sair da crise; que não será necessário prepararmos um plano B para a saída do euro… Eram, afinal, os mesmos sonhos que nos têm sido “vendidos” por quem nos governa, mas no Natal ninguém leva a mal…

Por esta altura, o telejornal que começava devolveu-me à realidade. Da mensagem de Natal do Cardeal-patriarca, retive a frase inicial, que dizia que em Portugal “há crise de esperança”, e pensei que esta é talvez a crise mais grave que actualmente enfrentamos.

Mas em breve voltei aos sonhos, ao ouvir o cardeal defender que “um dos frutos do presente sofrimento colectivo pode ser levar a sociedade a abrir-se a uma nova etapa de civilização, que dê maior prioridade à pessoa, uma ordem económica que acentue o bem comum”…

In Correio da Manhã online
26/12/2011 | 01h00
Por:José Rodrigues, Editor de Política/Economia

Negócio da China


Pensar Alto

Joana Amaral Dias

O Estado vendeu os seus 21,35% da EDP a uma empresa chinesa e logo desfilou um rol de louvores, num uníssono comparável ao carpir em coro na Coreia do Norte pela morte de Kim Jong-il. Lamento estragar a festa, mas esta não foi uma prenda no sapatinho. É fazer as contas.

Em 2010, os lucros da EDP deram ao Estado mais de 150 milhões de euros de dividendos. Já a venda rendeu-lhe 2,69 mil milhões. Sim, foi um negócio da China. Para quem comprou. Que ainda leva uma das tarifas mais caras na UE e, em breve, condições laborais próximas do capitalismo asiático. O Governo que não quer o Estado a gerir empresas entrega a sua participação a capitais públicos chineses.

Este novo dolo que o Governo acaba de nos desferir não fica por aqui. O encaixe é grão de pó para a dívida, mas pedrada no futuro. Alienámos mais património, agora o que nos sobrava num sector estratégico, perdendo mais uma parcela de soberania.

Ainda por cima, uma empresa construída e paga pelo nosso Estado passa para as mãos de um Estado estrangeiro e logo uma ditadura. É o mercado livre a funcionar, ou seja, o mesmo que nos trouxe até aqui e no qual se insiste. Ou seja, é a dupla ditadura.

In Correio da Manhã online
24/12/2011
Por:Joana Amaral Dias, Docente Universitária (pensaalto@gmail.com)

Soldadinhos de chumbo


Avaliação Contínua

José Eduardo Moniz

Uma época como a que enfrentamos obriga qualquer responsável político a ter cuidado com o que diz. A prudência e a contenção são aconselháveis numa situação em que os fundamentos económicos e sociais que regeram a sociedade portuguesa, ao longo de décadas, desabam ao ritmo dos humores dos credores e dos ditames da Alemanha. É, por isso, inexplicável que Passos Coelho se desdobre em afirmações que, mais do que “gaffes”, traduzem pensamento pouco estruturado e se mostram susceptíveis de revelar falta de respeito por promessas e compromissos.

Aconselhar os professores a procurarem na emigração a sua sobrevivência é, provavelmente, uma convicção que o primeiro-ministro alimenta, mas que, verbalizada, convida ao desânimo colectivo, suscitando dúvidas legítimas quanto à sua crença na resolução da crise e à sua capacidade para ser motor das mudanças estruturais de que o País carece. Depois de tais palavras não se percebe por que deverá um jovem, desalentado com a escassez de oportunidades que se lhe deparam, acreditar em Portugal. O primeiro–ministro não se pode resumir ao papel de alto comissário de uma qualquer agência de emigração, vocacionada para a angariação de empregos no estrangeiro.

Tal declaração, depois de outra em que deixava claro que o valor das reformas, daqui a poucos anos, ficará por metade do de hoje, é mais um tiro certeiro a ferir de morte a esperança. Bem podem Passos Coelho e o seu braço-direito Miguel Relvas (sempre pronto a ir em socorro do chefe para tentar enquadrar-lhe o raciocínio) argumentar que é o realismo que os impele a falar. Só adicionam cacofonia e desorientação à supressão dos benefícios sociais que ocorre a um ritmo avassalador.

Já se sabe que os governantes, hoje, se debatem com limitadíssima autonomia, pouco mais sendo do que transmissores de decisões tomadas lá fora, ao jeito de soldadinhos de chumbo, dependentes de um comando superior que os manipula. A troika lembra-nos isso numa base quotidiana, não se eximindo os seus representantes a proferir comentários que nos recordam o regime de protectorado em que vivemos e que só não são humilhantes, porque a dignidade nacional se está a esvair dia após dia. Veja-se a forma como se revêem e logo se voltam a alterar as regras dos subsídios de desemprego, as indemnizações por despedimentos e as taxas da saúde. A cartilha que trazem no bolso é feita de números. Só que um país não é composto por algarismos , mas sim por pessoas. E é para elas que se governa. Esquecer isso é esquecer Portugal.

Há muita gente que não resiste a um microfone com medo de deixar de existir. Cavaco Silva, por exemplo, que agora resolveu tirar as críticas do armário em que as conservou no tempo de Sócrates e António José Seguro que, de substantivo, ainda pouco ou nada mostrou , tão manietado está dentro e fora do PS.

LUZ DE AVELÃ

O Natal vestiu-se de dragão chinês. O controlo da EDP muda-se para Pequim. Para Passos e seus pares os números falaram mais alto do que os equilibrismos políticos. O dinheiro não tem cor quando a fome é muita. Perderam os que, no Governo, queriam a electricidade com outros sotaques.

TRAMA-SE O MEXILHÃO

Está a aumentar o número de doentes à espera de cirurgias nos hospitais. Sem dinheiro, foram reduzidos os pagamentos adicionais aos profissionais de saúde que permitiam a realização de tais actos médicos. Os cortes que o ministro Paulo Macedo aplica produzem efeitos. Quem sofre? O pessoal do costume…

BISPO INDIGNADO

D. Vitalino Dantas, bispo de Beja, alerta para o que designa de trabalho escravo em explorações agrícolas no Alentejo. Indigna–se com a situação em que vivem trabalhadores estrangeiros, nomeadamente, tailandeses. Por sinal, Cavaco já visitou uma dessas explorações desfazendo-se em elogios.

NOTAS: Escala de 0 a 20

VÍTOR GASPAR: 11

Apesar de ser o símbolo da austeridade, os portugueses consideram-no um bom governante. Aparentam confiar na sua competência e no estilo professoral.

CAVACO SILVA: 9

Ao contrário de Gaspar, o Presidente apresenta, em estudo recente, resultados negativos inéditos. Ziguezague nos comportamentos e nas críticas não ajudam.

ÁLVARO SANTOS PEREIRA: 8

Quer reduzir, de novo, as indemnizações por despedimentos. Já as tinha baixado, há poucos meses. Ele e Passos não sabiam o que queriam?

MIGUEL GIL: 7

A TVI parece preparar-se para rescindir contratos de trabalho. Desde o tempo em que a Igreja era dona, a palavra “despedimento” não se ouvia na empresa.

In Correio da Manhã online
24/12/2011
Por:José Eduardo Moniz (jemoniz@cmjornal.pt)

Crónica: Avalie o risco de ser português


Freakpolitics

Ser português é um risco. Se houvesse seguros para cobrir o facto de sermos de uma certa nacionalidade, ser português em 2012 comportaria um risco elevado e o prémio seria com certeza muito caro.

Devemos por isso ser complacentes com a sugestão do primeiro-ministro Passos Coelho para os professores correrem o risco de emigrar, porque, de facto, o risco de ficarem no País pode ser superior. Digamos que cabe a cada um avaliar os riscos que corre emigrando ou ficando. Se os professores avaliaram mal o risco de serem professores, Passos Coelho talvez tenha avaliado mal o risco que corria ao tornar-se primeiro-minstro de Portugal, exactamente quando um país de alto risco passava por uma situação especialmente arriscada.

Das duas uma: ou Passos Coelho é avesso ao risco, ou tem um Quociente de Inteligência de Risco (QIR) muito baixo. Só um doido suicida ou um optimista demasiado cândido aceitaria a tarefa que jamais uma seguradora seguraria: gerir um país destes numa fase destas. O QIR mede a capacidade para as pessoas estimarem as probabilidades dos riscos que correm. E as pessoas com um QIR mais elevado – não quer dizer que sejam mais inteligentes -, mas têm mais capacidade para se orientarem no desconhecido.

O inglês Dylan Evans vai publicar em Abril de 2012 o livro “Inteligência do Risco – como viver com a incerteza” (Risk Intelligence: How to live with uncertainty), que talvez os políticos portugueses devessem comprar – e por que não os portugueses todos? Dylan Evans é presidente e fundador do Projection Point, uma organização que ajuda a determinar a inteligência de risco para grandes empresas, e ajuda a melhorar a performance dos quadros nesse aspecto. O livro procura mostrar como é importante saber gerir o risco em profissões como médicos, reguladores financeiros, traders, banqueiros e, como é óbvio, meteorologistas, jogadores profissionais e políticos. (Faça o seu teste de avaliação do QIR)

O autor do livro diz que se pode aprender muito com os jogadores de casino e que é importante saber navegar na “sala escura” da vida dominada pela dúvida e a incerteza, onde vencem aqueles que melhor conseguem apreciar as probabilidades. Esse é o domínio da política. Isso é também ser português em 2012.

Não sabemos o QIR de Passos Coelho, mas se o primeiro-ministro avaliar os riscos que corre cá dentro, pode pensar para si o que recomendou aos professores: está-se mais seguro lá fora. António Guterres chegou a essa conclusão. Durão Barroso não teve dúvidas. E José Sócrates não hesitou. Avaliaram o risco e muito bem. Se ser português é só arriscado, mandar nos portugueses é perigosíssimo. Talvez mais valha o risco de emigrar, digo eu que tive 51,84% no teste de QIR, o que faz de mim um ser humano muito ligeiramente acima da média das pessoas que responderam ao teste de QIR de 49,2%.

In Sábado online
Vítor Matos
Jornalista
23/12/2011

Ni hao, meus senhores


Ontem foi um dia histórico. Menos pela saída do Estado Português do que pela entrada da China na EDP. A Europa está a ficar para tia, falida e pudica, de um mundo que agora gira entre Nova Iorque e Pequim. Portugal tomou uma opção: entrou nesse eixo. E isso abre um novo mar – um mar onde seremos as rémoras dos tubarões.
Ontem foi um dia histórico. Menos pela saída do Estado Português do que pela entrada da China na EDP. A Europa está a ficar para tia, falida e pudica, de um mundo que agora gira entre Nova Iorque e Pequim. Portugal tomou uma opção: entrou nesse eixo. E isso abre um novo mar – um mar onde seremos as rémoras dos tubarões.

A privatização foi um “jackpot” para a EDP e para o Estado. Porque traz aquilo de que ambos mais carecem: capital. O capital sem pátria, que preferíamos que fosse nosso, mas nosso não há. Há este, é pegar ou largar. Nós pegámos. A dependência tornou-nos pragmáticos: andamos a aprender com os angolanos. Mas a China é outra coisa: é um potentado. E quanto a proselitismos, basta olhar para a Zona Euro. O dinheiro chinês é o mesmo dinheiro que a União Europeia e o FMI foram mendigar há semanas para alavancar o Fundo de Estabilização da Zona Euro. Foi um vexame: a senhora Lagarde e o senhor Regling levaram tampa. Portugal fechou negócio. A diferença não é o espaço geográfico, é ser capital para investimento em vez de capital para pedinte.

É claro que os chineses são um problema, mesmo para quem não tem consciência. Não são uma democracia. Não respeitam direitos humanos. Nem ambientais. Mas a Europa hipotecou a consciência quando se tornou frágil. Olhai para Espanha: prepara-se para vender 10% da Repsol a chineses, a russos ou ao Qatar. Pois é: o país dos “campeões nacionais” está de rastos, com construtoras como a Sacyr a vender-se para pagar dívidas e bancos como o Santander a precisarem de aumentos de capital gigantes para tapar os buracos abertos pelos seus apregoados sucessos.

Sempre esperámos a ascensão dos BRIC. Nunca esperámos que ela acontecesse em simultâneo com o declínio acelerado da Europa e a erosão lenta dos Estados Unidos: a quebra do mundo ocidental. E agora, por muito que nos custe, e custa, vamos pedir dinheiro a países pobres onde há muitos ricos. Países de petróleo, da abundância de recursos naturais, países como a China. Que não é uma democracia. Que emergirá como nova potência mundial para uma nova bipolaridade. Sem disparar um único tiro.

A Three Gorges capitaliza e financia a EDP, salvando-a de uma dívida preocupante em tempo de maus “ratings”. Mais: a China traz fábricas, financia bancos, anuncia participar na solução do BCP. Mas nós, sobretudo, selámos uma aliança. Não com o Diabo. Não com qualquer anjo. Passos Coelho foi corajoso – e temerário.

É preciso garantir que tudo o que foi anunciado será cumprido – há razões para ser céptico em relação aos chineses. Se for, seguiremos no lastro. Para África, inclusive. E para o Brasil. É esse o nosso “interesse”: o “mercado de língua portuguesa”, de que falava o primeiro-ministro há dias. A PT vale pelo Brasil, a EDP vale pelo Brasil e pelas renováveis, a TAP vale pelo Brasil e África, a Galp vale pelo Brasil e Moçambique, o BPI vale por Angola. É o nosso factor competitivo, foi o nosso destino, a solução de escape enquanto falidos.

Os chineses investem em ciclos longos e actuam em rede. Percebemo-los mal e vamos ter de aprender a dialogar com eles, ou seremos enganados. Mas agora, numa galeria longínqua em Pequim, já nos olham como chinesinhos, seus aliados.

Angela Merkel deve ter aprendido ontem uma lição. Isto não está a acontecer a Portugal, está a acontecer à Europa, paralisada nas suas pequenas ordenanças. E nós? Nós estamos a ver se nos salvamos, desesperadamente procurando fora da Europa o que a Europa não nos consegue providenciar. Portugal não se vendeu porque não se vende o que não se tem. Bem-vindos ao mundo novo, ele é pouco admirável mas segue em lentas translações. Correr riscos é melhor do que morrer devagar.

In Jornal Negócios online
22 Dezembro 2011 | 23:30
Pedro Santos Guerreiro – psg@negocios.pt

O euro e a “vida fácil”


O Presidente da República disse uma mentira e uma verdade. Disse que os portugueses beneficiaram do euro e tiveram uma “vida fácil”. É falso. E que negligenciámos a produção de bens transacionáveis. É verdade.

A primeira mentira resulta da inversão entre causa e consequência. Vamos partir do princípio que a acusação de “vida fácil” não é dirigida a maioria dos portugueses. Se for o caso, o Presidente não vive no mesmo País que eu. Vamos então dar o beneficio da dúvida e achar que se refere à nossa economia. Não é verdade que a nossa economia tenha beneficiado com o euro. Pelo contrário, todos os dados económicos (é ver a balança comercial e a dívida externa a partir de 2000) demonstram o oposto: com uma moeda forte as importações foram facilitadas. Mas exportar tornou-se extraordinariamente difícil. Essa dificuldade começou, aliás, um pouco antes: com a convergência com o marco, que começou depois de Maastricht e antecedeu a adesão à nova moeda. Resultado: o País perdeu liquidez e endividou-se no exterior.

A aposta em bens não transacionáveis, em serviços e na distribuição de produtos importados não resulta de uma negligência dos “portugueses”. As privatizações de empresas de serviços, que canalizaram enormes investimentos privados, terão ajudado à subversão das prioridades. Mas a principal razão é a que já referi: com uma moeda forte e tendo perdido um dos argumentos competitivos que as economias fracas têm, os empresários procuraram outros negócios. Se exportar é caro e importar é barato, a escolha fica fácil. Importa-se em vez de se produzir. Por cá, dedicamo-nos ao que está, apesar de tudo, menos exposto à concorrência externa, por depender mais da proximidade.

A verdade é esta: o euro foi mau para a nossa economia porque inverteu todas as prioridades. A “negligência” a que se referiu o Presidente resultou de escolhas empresariais racionais. E essas escolhas resultaram de uma adesão ao euro mal preparada e mal negociada.

Os únicos portugueses que viram a sua vida facilitada foram os que viajam para o estrangeiro e os que importam bens e serviços. Não foram uns malandros sem escrúpulos. Apenas fizeram o lógico. Ficaram a perder os exportadores e os que, produzindo para o mercado nacional, deixaram de conseguir competir com produtos importados. Mesmo as nossas empresas que se internacionalizaram fizeram-no sem incorporar produtos ou mão de obra nacional. Ou seja, sem grande vantagem para a nossa economia. Em alguns casos, como o da EDP, com desvantagens óbvias.

Sim, foram cometidos erros por parte dos sucessivos governos: a aposta quase exclusiva nas obras públicas (mais protegida da competição externa) e nos serviços; as privatizações feitas sem critérios de interesse nacional; a multiplicação de grandes superfícies que centralizaram a distribuição e esmagaram os produtores; ou o desinvestimento (apoiado pelo Europa) na indústria, na agricultura e nas pescas. Tudo foi feito para consumirmos importado em vez de produzirmos para exportar. Esses erros não resultam da nossa adesão ao euro. São anteriores. O euro apenas os acentuou. E neles, o ex-primeiro-ministro Cavaco Silva deu o mote para os que lhe seguiram.

O problema do discurso moralista sobre os portugueses e infantil sobre a economia que agora está em voga – “vida fácil”, “viver a cima das nossas possibilidades” ou “viver com o que se tem” – é que não tem qualquer rigor económico. Vende uma narrativa para impor sacrifícios aos que nunca viveram com desafogo. Desta narrativa resultam falsos culpados e falsos inocentes. Os culpados são “os portugueses”, que, apesar de viverem no País mais desigual da Europa, são tratados como uma massa uniforme de privilegiados e gastadores. Os inocentes são os sucessivos governantes, onde está seguramente incluído o homem que governou na nossa primeira década europeia.

In Expresso online

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 23 de Dezembro de 2011

O pacote de Natal


Quarto Poder

Manuela Moura Guedes

Pode parecer perverso mas há um Natal que ficou melhor com o corte que levou no subsídio. O Natal das pessoas que esturricam o dinheiro a comprar para os outros presentes que não lhes fazem a mínima falta. O Natal de gente esbaforida, sem tempo, que enche as lojas à procura de qualquer coisa porque tem de ser.

Graças ao corte no subsídio, estou quase a reconciliar-me com a época, depois de muito anos ficar angustiada só com a chegada do mês de Dezembro. Há dias, num inquérito de televisão, dizia uma criatura que “este ano não há Natal para os adultos, só para as crianças”, resumindo ao prazer do consumo uma data que, mesmo para os não crentes, é para comemorar e viver a compaixão, o interesse, o amor pelo próximo. Mas são os sinais destes tempos esquisitos em que o Natal se mede pelas vendas dos comerciantes e transacções do multibanco, em que o Menino Jesus é substituído pelo bacalhau e pelo peru, em que o Primeiro-ministro mata qualquer tipo de esperança e manda portugueses fazer as malas e trabalhar para o estrangeiro.

Estas últimas são mesmo originalidades do País e recentes. Mas, se calhar, não estaríamos como estamos se, no passado, tivessem mandado emigrar os ‘Jotas’ dos Partidos, grande parte com percurso e experiência apenas na política e com licenciaturas tardias de universidades manhosas. Em troca, teria ficado cá muita gente qualificada que teve de ir-se embora porque aqui não era devidamente aproveitada. Não compete a um governo sugerir aos cidadãos, ainda para mais a gente com formação, que vá trabalhar para fora. Mais vale dizer que vamos fechar para liquidação. E quando três membros do Governo, um deles o Primeiro-ministro, apontam a emigração como solução, isto passa a ser mesmo política governamental.

O Ministro Relvas diz que “esses activos fantásticos “não têm lugar em Portugal. Talvez o activo fantástico Miguel Relvas, com a sua vasta experiência em Ciência Política, pudesse dar o primeiro passo e levar com ele as centenas de autarcas que estão a mais se fizesse uma verdadeira reforma do Poder Local que incluísse as Autarquias. Era um belo presente de Natal a Angola, sem custos (poupava-se até muito ) e com um fraterno espírito de entreajuda!

In Correio da Manhã online
23/12/2011 | 01h00
Por:Manuela Moura Guedes, Jornalista

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REVISÃO DE TEXTOS



Todos os textos aqui inseridos, são corrigidos para a Língua Portuguesa de antes do acordo ortográfico.

Mentiroso…!!!

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visitas desde 17/08/2011

artigos interessantes…

... não só pelos conteúdos, como pelos comentários que demonstram o que esta canalha política no poder (e não só) merece da maioria dos portugueses...

- Diário de Notícias: Cavaco sublinha importância da coesão nacional

- Diário de Notícias: Electricidade da Madeira desmente novo 'buraco'

- Expresso: Jardim diz que não se arrepende do endividamento

Os responsáveis pela derrocada de Portugal

Mário Soares - 9 de Junho de 1983 - 6 de Novembro de 1985

Cavaco Silva - 6 de Novembro de 1985 - 28 de Outubro de 1995

António Guterres - 28 de Outubro de 1995 - 6 de Abril de 2002

Durão Barroso - 6 de Abril de 2002 - 17 de Julho de 2004

Santana Lopes - 17 de Julho de 2004 - 12 de Março de 2005

José Sócrates - 12 de Março de 2005 - 21 de Junho de 2011

Passos Coelho - desde 21 de Junho de 2011

promessas do passado…

C E N S U R A

A partir desta data e tal como já foi exercido com outro online, este Blogue deixará de inserir notícias publicadas no Correio da Manhã online, dado que ontem foram deixados 3 comentários naquele online que não foram publicados e que se encontravam completamente dentro das regras exigidas pelo jornal nesta matéria.

Notícias Bravas
12.09.2011

salários mínimos na Europa

Bulgária € 123,00
Roménia € 153,00
Polónia € 281,00
PORTUGAL € 525,00
Grécia € 628,00
Espanha € 728,00
Reino Unido € 1.010,00
França € 1.321,00
Bélgica € 1.387,00
Irlanda € 1.462,00
Luxemburgo € 1.642,00

valores calculados sobre 14 meses
(incluem férias e 13º. mês)

E já que falam tanto em colocar Portugal ao mesmo nível dos países da UE, esqueceram-se da igualdade do salário mínimo?

Portugal fora da U.E.

frases ao acaso…

- Impressionante como Portugal não apresenta novos quadros na política e no seu grande empresariado. Onde estão os jovens portugueses? Ouvir um mesmo Cavaco e Silva há mais de três décadas é dose. Um Mário Soares, um Ramalho Eanes (esse ainda está vivo?), é brincadeira. Juventude lusitana assumam logo seu país antes que esses incompetentes o levem à derrocada total. Vejo diariamente a SIC e fico impressionado com o quadro político que se apresenta do continente à Madeira e Açores. Os comentários intermináveis e inócuos no programa "Quadratura do Círculo". O nome diz tudo: Umas bestas quadradas vociferando asneiras em círculo que não levam a lugar algum. Triste ver a nação de Camões, da Escola de Sagres, da Universidade de Coimbra acabar assim.

- Este Governo age como autêntico capataz da Srª. Merkel e Sr. Sarkozy. É o próprio Governo a dizer que os Portugueses têm que fazer sacrifícios, tem que ir para além da troika, para a Srª Merkel e o Sr. Sarkozy ficarem satisfeitos. E para agradar aos olhos daquelas duas personagens, este Governo submete os Portugueses a uma política que não leva a lado nenhum se o objectivo é pagar a dívida. Mas como o que interessa é o sorriso das tais personagens, este Governo optou por medidas de fazer sangue e quando o faz há quem corra para junto de Merkel e de Sarkosy a perguntar se está bem assim ou querem com mais sangue? São pacotes de austeridade atrás de pacotes de austeridade, são impostos directos acompanhados com cortes de vencimentos e como ainda acham,o Governo, que os Portugueses ainda ficam com uns trocos para matar a fome lá vêm com impostos indirectos... O simples cidadão está ensanduichado e sufocado em impostos...
O que este Governo condenou o anterior está a fazer ainda pior e sem se importar com políticas sociais e económicas... O que interessa a este Governo é que Merkel sorria de satisfação, bata palmas a este espectáculo de circo romano onde os Portugueses foram atirados às feras. O Governo fica sempre satisfeito com o seu desempenho quando Merkel bate palmas!!!!
Não temos um Governo inovador para contornar a crise ao serviço dos Portugueses, temos sim um capataz/carrasco ao serviço de quem lhes passa as mãos pelas costas!

- O povo português não é todo estúpido, subserviente e ignorante, temos de calar esta gente sem escrúpulos que manda trabalhar e nada faz pelo país, gente vendida ao capitalismo internacional. A paciência tem limites e o desespero já começa a fazer comichão nas palmas das mãos, prontas para distribuir chapada por esta gentalha miserável e oportunista que reduziu uma nação soberana a uma coutada de meia dúzia de atiradores furtivos que gosta de gozar com a cara de quem ainda acredita no seu país. O melhor é mudarem de discurso senão tudo pode acontecer e os responsáveis por isso terão de fazer as malas e bater com os calcanhares no traseiro.

- Num País de aldrabões e corruptos, nada é demais!!... Vale tudo, até tirar olhos!!! Fazem o que querem e o Povo consente!!! Aqui é que está o mal!!... É o Povo consentir toda esta bagunça e esperar pelo dia D, da sua desgraça!!! Mas, alguma vez existe alguma legislação ou Lei ou seja lá o quê, credível neste País!!! Só nos resta a natureza que essa mão falha!!! Para o ano, serão também taxados os Subsídios de Férias e de Natal, até nos levarem à depressão e ao suicídio!!! Só a INSURREIÇÃO será a solução, nada mais!!! E O POVO PÁ!!!!

- "Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolsam certas leis".

- Farto deste sistema de merda que nos engole
Farto destes políticos a coçar os colhões ao sol
Farto de promessas da treta
Sobem ao poder metem as promessas na gaveta
Farto de ver o país parado como uma lesma
Ver as moscas mudarem e a merda ser a mesma
Farto de miséria, o povo na pobreza
Uns deitam a comida fora, outros não a têm à mesa
Farto de rótulos, estigmas e preconceitos
Abrir os olhos e ver que não temos os mesmos direitos
Farto de mentiras, farto de tentar acreditar
Farto de esperar sem ver nada a melhorar
Farto de ser a carta fora do baralho
Farto destes cabrões neste sistema do caralho
Não te iludas ninguém quer saber de ti
Todos falam da crise mas nem todos a sentem
Muitos com razão, mas muitos deles apenas mentem
Crimes camuflados durante anos a fio
Tavam lá todos eles mas ninguém viu
Não foi ninguém, ninguém fez nada,
E se por acaso perguntarem ninguém diz nada
Farto de ver intocáveis saírem impunes
Dizem que a justiça é para todos mas muitos são imunes
Dois pesos, duas medidas
Fazem o que fazem, seguem com as suas vidas
Para o povo não há facilidades
E os verdadeiros criminosos do lado errado das grades
Boss AC

- O povo português, mesmo com todos os seus defeitos e manias, não merece estar à mercê de uma classe política que só se importa consigo própria.
100editora.net

- Marinho Pinto é tipo ciclone... nunca se sabe que rumo e intensidade toma... Às vezes diz umas verdades...outras burrega em toda a linha. Perdeu na sua defesa do pagamento das defesas oficiosas. Os Advogados metiam "mesmo" a mão na massa, como a ministra já provou, como se verifica pela quantidade de casos descobertos. Agora Marinho ameaça , numa reacção pouco civilizada e imodesta. É o que temos neste país... Marinhos Pintos e João Albertos....

Jardim pede independência da Madeira - Há pouco mais de 5 séculos 2 intrépidos navegadores,João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, cobriram de glória o nome de Portugal, abrindo as portas à grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses. Contrariamente ao que diz o apátrida Jardim, atraiçoando a memória destes grandes portugueses, a Madeira nunca foi COLONIZADA, por ser um arquipélago sem ocupação humana, à data da descoberta.
Esta última e miserável declaração desta ingrata personagem conduz-nos a uma situação sem retorno e exige a realização de um REFERENDO que nos permita saber se os portugueses da Madeira querem manter a sua condição de PORTUGUESES – com todas as obrigações e direitos –ou se, pelo contrário, querem embarcar num navio à deriva, que rapidamente afundará, conduzido por um rasca aprendiz de marinheiro que condenará a população da Madeira a um futuro pouco risonho.

- No exterior são muitas as vozes - Martin Feldstein, George Soros são dois exemplos - que consideram provável que Portugal acabe por sair do euro pelo seu pé, uma vez que não terá condições de aguentar tanta austeridade ou de crescer com as regras do euro, orientadas para economias fortes. Esta semana, em entrevista à SIC, o economista João Ferreira do Amaral - crítico da entrada de Portugal no euro - apontava que vista de fora, sem o envolvimento com o país, a situação insustentável seria fácil de observar.

- Chamar merceeiros a estes "gestores/economistas" de pacotilha, é ofender seriamente os verdadeiros merceeiros...

- Hoje não há uma notícia que nos deixe reconfortados e o problema é só um: o mundo neoliberal em que nós mergulhámos deixou-nos neste estado de pura desgraça. Cavaco começou esta pouca vergonha em Portugal: ele o timoneiro e os seus comparsas. Gente sem categoria nenhuma pouco cultos sem inteligência que vieram dos montes para singrarem na cidade e na política onde se consegue um bom emprego a não fazer nada e depois conseguir-se um grande lugar numa empresa ou em várias. É uma alegria: pessoas com 5 e 6 reformas. Eu sei. Dinheiro muito dinheiro da CEE mal gerido e desperdiçado nas mãos de gente nada séria.Uma máfia. BPN, BPP, MADEIRA. Os portugueses a pagarem as vigarices do homem que quer passar a imagem de honesto mas que a mim nunca me enganou.

- O 25 de Abril tem sido um paraíso fiscal para estes políticos Gatunos que deixam as famílias portuguesas falidas e eles Milionários...!!!

- Votar, em Portugal, já não é democrático, é consentir que o crime de corrupção prolifere sem limite. Podemos travá-los? Sim...
Sem o teu voto, eles não são nada!

- "O País entrou no bloco operatório para fazer uma lipoaspiração e, devido a um erro clínico, saiu de lá sem um rim e com um braço a menos"

- Paulo Macedo, esse grande herói da Direcção-Geral dos Impostos, com vasto currículo na Saúde, quer, por exemplo, economizar nos transplantes. Muito bem. Toda a gente sabe que essas operações são meros caprichos e que, frequentemente, as listas de cirurgia estão cheias de utentes que querem mudar de fígado só porque o que tinham estava fora de moda.

- O ministro também anunciou que o Estado deixará de comparticipar a pílula, sem dúvida uma excelente maneira de combater o aborto. O mesmo caminho segue a vacina contra o cancro do colo do útero e os medicamentos para asmáticos, esses malandros que querem respirar à borla.

- Com menos portugueses e mais asfixiados, certamente o Estado terá menos despesas. Confirma-se: não há vida além do défice.

Porque é que as dívidas de particulares aumentam?

Existem por aí uns economistas de capoeira, a mandarem bitaites sobre os "calotes" que as famílias pregam à banca e às "sociedades financeiras" que designo de "mercearias de dinheiro fácil" sem terem em linha de conta, na maioria dos casos, do porquê de tal situação.
O Dr. Paulo Morais em meia dúzia de frases, sintetizou os porquês dessa situação e eles são, principalmente:

- Ganância irresponsável de uma Banca usurária.
- Quando se vulgarizaram, o crédito ao consumo e os empréstimos pessoais pareciam uma solução fácil. Um embuste colossal.
- As empresas de crédito ao consumo lançaram milhões num inferno. Prometiam taxas de juro que eram já de si elevadas. Mas a estas acresceram comissões, seguros, impostos e outros assaltos. Obrigam assim os clientes ao pagamento de taxas anuais efectivas de encargos (a famosa TAEG) de quase 30 por cento. Em famílias de escassos recursos, estes empréstimos provocaram a insolvência.
- Ao longo de anos, as autoridades de supervisão bancária nada fizeram. Sucessivos governos deixaram os consumidores de produtos financeiros à mercê das verdadeiras sanguessugas que são as sociedades financeiras de “apoio” (?!) ao consumo e de concessão de crédito pessoal.
- Há que tentar perceber a ausência de intervenção do Banco de Portugal e até a inércia do Ministério Público, incompreensível, uma vez que a usura em Portugal constitui crime. De seguida, baixar compulsivamente as taxas, repondo a equidade.

Nem o Banco de Portugal, nem o Ministério Público, nem os (des)governos, todos eles, em conjunto, alguma vez puseram cobro a esta USURA que, como Paulo Morais diz, constitui CRIME em Portugal.

A.C.A.M.

União de Doentes com Cancro em risco de fechar

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) anunciou hoje que corre o risco de encerrar devido à redução de donativos e apela às dádivas dos portugueses para poder continuar a apoiar estes doentes e os seus familiares.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a UHDC refere que, "devido à crise e consequente drástica redução de donativos", está a "passar por graves dificuldades económicas".
Nas contas da UHDC está já com um saldo negativo de 27 mil euros, relativo a 31 de Agosto, valor que a organização precisa reunir até final do ano, "de modo a garantir o pagamento de salários e a prossecução de todas as suas actividades de apoio a doentes com cancro e seus familiares, nomeadamente, a Linha Contra o Cancro e o Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico".
A União Humanitária dos Doentes com Cancro apela aos contributos da população (empresas e particulares), disponibilizando a conta da organização no Montepio com o NIB: 0036 0216 99100077363 22.
Esta associação - que tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares, mediante a prestação de diversas valências de apoio, inteiramente gratuitas - promove anualmente uma campanha de angariação de fundos, de modo a garantir a sua sustentabilidade, tendo registado este ano uma redução de cerca de 30 mil euros face à campanha do ano passado.
Esta redução de fundos "coloca em causa a sobrevivência da associação", lê-se no comunicado.

inquérito Diário Digital

Inquérito JN 500 euros aos alunos

Inquérito JN sobtre quebra de proditividade

Inquérito JN – Taxa para financiar bombeiros

Inquérito J.N. desvio contas Madeira

aldrabices de algibeira

"Ninguém nos verá no Governo a impor sacrifícios aos que mais precisam apenas para fazer de conta que está tudo bem, se as coisas não estiverem bem, nós teremos de dizer que aqueles que têm mais, têm de ajudar mais os que têm menos em Portugal".
Passos Coelho
In JN de 2011-06-01

"A Grécia pediu ajuda e falhou. E sabem o que é que pode acontecer? Pode não haver mais ajuda externa. Não é a Europa que pode estar em causa com o Euro. São os gregos que podem ficar de fora da Europa e podem sofrer o que não é justo que sofram", disse, num paralelo com o que pode vir a acontecer a Portugal, se não houver um Governo "forte e coeso".
"Nós não podemos ter um Governo que faça de conta, que minta".
"Não percam tempo com quem já sabe que fracassa, dêem força a quem pode ganhar Portugal", pediu, apelando a que, numa "altura histórica" como a que Portugal vive, os portugueses não votem num Governo que "pode deitar tudo a perder".
Para além de ter dito: GOVERNAR PORTUGAL É IR AO POTE!
Passos Coelho
In JN de 2011-05-29

“O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu hoje que, se ganhar as eleições, “não vai mexer nas taxas de IVA” e que pretende recolher mais dinheiro dos impostos “alargando a base”. “Eu já tive ocasião de dizer que o PSD, e eu próprio, não vamos mexer naquilo que são as taxas de IVA que estão previstas, nomeadamente no acordo que foi estabelecido com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Nós vamos ter de recolher mais dinheiro dos impostos alargando a base, que não aumentando ou agravando as taxas do imposto”, disse.”<
Passos Coelho falava numa acção de campanha em Valença do Minho, durante a qual ouviu as preocupações dos comerciantes e dos autarcas locais sobre a disparidade já existente entre o IVA em Portugal e em Espanha.”
In LUSA/SOL 30 de Maio de 2011

A 01.Abr.2011, Passos Coelho GARANTIU a uma aluna de uma escola de Vila Franca de Xira que NÃO IRIA MEXER NO SUBSÍDIO DE NATAL 2011...!!!

C A R R I S

15% de aumento nos títulos de transporte resultaram na continuidade dos maus serviços prestados aos utentes!
Equipamentos de ar condicionado, em pleno Agosto, com temperaturas exteriores mais frescas que dentro das viaturas porque o AC está DESLIGADO! 80% dos motoristas devem ser alérgicos ao AC pois pela janelinha do lado deles entra corrente de ar, ao passo que os que pagam o seu título de transporte vão numa de sauna forçada!
E como isto é um País de mansos, onde ninguém protesta, a estória continua diariamente... E não esqueçam, seus pategos, que em Janeiro está previsto novo aumento de tarifário...!

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