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Presidente promulgou Orçamento do Estado para 2012


In Expresso online
30/12/2011

[aviso] – Comentários, para quê? Uma imagem vale por mil palavras…! [/aviso]

[dica] – E já agora fica AQUI o endereço do Diário da República I Série, nº. 250 de 30/12/2011, com a publicação do famigerado OE 2012 que vai colocar os Portugueses com o cú ao léu! [/dica]

Então macacada...???

E os burros somos nós!!!???

País
Onde
Roubar
Tirar
Usurpar
Gamar
Aldrabar é
Legal !!!!

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TDT: pôr os pobres a gastar dinheiro


O fim do sinal analógico e a transição para a Televisão Digital Terrestre, que começa a 12 de Janeiro e acaba a 26 de Abril, não podia calhar em pior altura. Muitos dos portugueses que não têm televisão por cabo e compraram o seu aparelho antes de 2009 – geralmente os que têm menor folga financeira, onde se incluem muitos idosos – terão de pagar um aparelho descodificador. São 77 euros mais IVA, com reembolso de 22 euros pela PT para os pensionistas com menores rendimentos e algumas pessoas mais desfavorecidas. Uma coisa chocante para os senhores da ANACOM: 55 euros é muito dinheiro para quem tenha reformas abaixo dos 300 euros ou para quem esteja desempregado. Pior: quem tenha um televisor sem tomada de interface SCART ou HDMI terá mesmo de comprar uma televisão nova ou um modulador de sinal RF, não comparticipado. E não podemos esquecer todos os que vivem nas zonas não cobertas pela TDT (cerca de 13% da população) que terão de de usar o satélite.

Não ponho em causa as vantagens da TDT para a modernização do sector. Mas elas não se farão sentir, de forma evidente, para a maioria dos consumidores. O sinal poderá ser melhor mas continuarão, apesar da despesa, a ter direito aos mesmíssimos quatro canais do costume.

Se a transição tecnológica não traz serviços novos e relevantes porque têm de ser os cidadãos a pagá-la? Parece, a quem tenha alguma noção das situações dramáticas que se vivem, no meio desta crise, por este país fora, que esta é uma despesa prioritária para as famílias? Se obrigam as pessoas a isto não seria normal darem-lhes qualquer coisa em troca? Um exemplo: se já pagamos a RTP nos nossos impostos não seria uma boa solução aproveitar as potencialidades da TDT e oferecer no pacote gratuito os restantes canais da televisão pública? Porque temos de pagar duas vezes (nos impostos e na subscrição por cabo) a mesma coisa?

In Expresso online

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:05 Quinta feira, 29 de Dezembro de 2011

O euro e a “vida fácil”


O Presidente da República disse uma mentira e uma verdade. Disse que os portugueses beneficiaram do euro e tiveram uma “vida fácil”. É falso. E que negligenciámos a produção de bens transacionáveis. É verdade.

A primeira mentira resulta da inversão entre causa e consequência. Vamos partir do princípio que a acusação de “vida fácil” não é dirigida a maioria dos portugueses. Se for o caso, o Presidente não vive no mesmo País que eu. Vamos então dar o beneficio da dúvida e achar que se refere à nossa economia. Não é verdade que a nossa economia tenha beneficiado com o euro. Pelo contrário, todos os dados económicos (é ver a balança comercial e a dívida externa a partir de 2000) demonstram o oposto: com uma moeda forte as importações foram facilitadas. Mas exportar tornou-se extraordinariamente difícil. Essa dificuldade começou, aliás, um pouco antes: com a convergência com o marco, que começou depois de Maastricht e antecedeu a adesão à nova moeda. Resultado: o País perdeu liquidez e endividou-se no exterior.

A aposta em bens não transacionáveis, em serviços e na distribuição de produtos importados não resulta de uma negligência dos “portugueses”. As privatizações de empresas de serviços, que canalizaram enormes investimentos privados, terão ajudado à subversão das prioridades. Mas a principal razão é a que já referi: com uma moeda forte e tendo perdido um dos argumentos competitivos que as economias fracas têm, os empresários procuraram outros negócios. Se exportar é caro e importar é barato, a escolha fica fácil. Importa-se em vez de se produzir. Por cá, dedicamo-nos ao que está, apesar de tudo, menos exposto à concorrência externa, por depender mais da proximidade.

A verdade é esta: o euro foi mau para a nossa economia porque inverteu todas as prioridades. A “negligência” a que se referiu o Presidente resultou de escolhas empresariais racionais. E essas escolhas resultaram de uma adesão ao euro mal preparada e mal negociada.

Os únicos portugueses que viram a sua vida facilitada foram os que viajam para o estrangeiro e os que importam bens e serviços. Não foram uns malandros sem escrúpulos. Apenas fizeram o lógico. Ficaram a perder os exportadores e os que, produzindo para o mercado nacional, deixaram de conseguir competir com produtos importados. Mesmo as nossas empresas que se internacionalizaram fizeram-no sem incorporar produtos ou mão de obra nacional. Ou seja, sem grande vantagem para a nossa economia. Em alguns casos, como o da EDP, com desvantagens óbvias.

Sim, foram cometidos erros por parte dos sucessivos governos: a aposta quase exclusiva nas obras públicas (mais protegida da competição externa) e nos serviços; as privatizações feitas sem critérios de interesse nacional; a multiplicação de grandes superfícies que centralizaram a distribuição e esmagaram os produtores; ou o desinvestimento (apoiado pelo Europa) na indústria, na agricultura e nas pescas. Tudo foi feito para consumirmos importado em vez de produzirmos para exportar. Esses erros não resultam da nossa adesão ao euro. São anteriores. O euro apenas os acentuou. E neles, o ex-primeiro-ministro Cavaco Silva deu o mote para os que lhe seguiram.

O problema do discurso moralista sobre os portugueses e infantil sobre a economia que agora está em voga – “vida fácil”, “viver a cima das nossas possibilidades” ou “viver com o que se tem” – é que não tem qualquer rigor económico. Vende uma narrativa para impor sacrifícios aos que nunca viveram com desafogo. Desta narrativa resultam falsos culpados e falsos inocentes. Os culpados são “os portugueses”, que, apesar de viverem no País mais desigual da Europa, são tratados como uma massa uniforme de privilegiados e gastadores. Os inocentes são os sucessivos governantes, onde está seguramente incluído o homem que governou na nossa primeira década europeia.

In Expresso online

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Sexta feira, 23 de Dezembro de 2011

Egipto: mulher espancada por militares agoniza num hospital (vídeo)


Tentou ajudar a “rapariga do sutiã azul” mas acabou por ser também espancada pelos militares – as imagens continuam a correr mundo. A CNN encontrou-a num hospital do Cairo, a tentar lutar pela vida.

Clique para visitar o dossier Crise no Egipto

Durante os protestos do passado fim de semana, no Cairo, uma rapariga foi espancada pelos militares e as imagens acabaram por se tornar públicas . No mesmo vídeo, uma outra mulher tenta ajudá-la e acaba por ser também espancada. A CNN encontrou-a num hospital e exibe as consequências devastadoras da violência exercida pelos militares nos manifestantes egípcios.

Ela era uma mulher com véu. Eles não paravam de lhe bater e eu tentei protegê-la. Começaram então a bater-nos às duas”, palavras de uma mulher brutalmente ferida, na cama de um hospital. O vídeo foi enviado à televisão norte-americana por um activista dos Direitos Humanos, com um conjunto de fotografias que mostram as fracturas no crânio e os múltiplos ferimentos espalhados pelo corpo.

De acordo com os médicos, o estado da mulher, de 48 anos, está a piorar e ela terá de ser transferida para a unidade de cuidados intensivos. A equipa da CNN tentou conversar com ela mas sem sucesso, uma vez que está em total agonia no hospital. Da outra mulher que foi espancada pelos militares, ninguém sabe.

O jornal independente “Tahrir” publicou também recentemente uma foto de um militar que segurava uma mulher pelos cabelos enquanto um outro a ameaçava com um bastão. Na sequência das diversas imagens divulgadas, milhares de mulheres egípcias saíram à rua em protesto contra a violência.

Violência “desonra o Estado e não é digna de um grande povo”

O Exército reconheceu ter agredido uma manifestante com véu, arrastando-a sobre a calçada, ao ponto de pôr a descoberto o seu sutiã e a sua barriga e lamentou o sucedido. “O Conselho Supremo das Forças Armadas manifesta às mulheres do Egipto profundo pesar pelos maus-tratos que ocorreram durante confrontos recentes em manifestações em frente ao Parlamento e à sede do Governo”, referem os militares em comunicado divulgado no Facebook.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou na segunda-feira que se trata de acontecimentos “particularmente chocantes”, sendo que a forma como as mulheres são tratadas na revolução egípcia “desonra o Estado e não é digna de um grande povo”. A secretária de Estado dos EUA salientou que as mulheres egípcias, depois de se terem manifestado e assumido riscos para conseguir a saída do poder do antigo Presidente Hosni Mubarak, foram excluídas do processo político. A ONU também revelou a sua indignação.

Segundo o Conselho Supremo das Forças Armadas, serão adoptadas medidas para que os autores das agressões sejam responsabilizados pelos abusos.

ATENÇÃO: as imagens da CNN são potencialmente chocantes

http://i.cdn.turner.com/cnn/.element/apps/cvp/3.0/swf/cnn_416x234_embed.swf?context=embed_edition&videoId=world/2011/12/22/pkg-jamjoom-egypt-beaten-protester.cnn

(Contém cenas chocantes para pessoas mais sensíveis)

In Expresso online
Paula Cosme Pinto (www.expresso.pt), com Lusa
14:53 Quinta feira, 22 de Dezembro de 2011

[aviso] – Os heróis da merda que fazem isto deviam ser pendurados de cabeça para baixo, ao nível do chão, e servirem de bola de trapos… No Egipto ou em qualquer outra parte do Mundo porque a merda é a mesma em todo o lado.[/aviso]

À mesa do café com um primeiro-ministro irresponsável


O optimismo de Passos Coelho, que acha que irá a eleições em 2015 e espera por esse ano mágico para baixar os impostos; o seu conselho aos professores, para que estes emigrem (e Paulo Rangel quer a coisa organizada por uma agência de exportação de portugueses); e a fé de que as nossas exportações vão aumentar porque a crise internacional vai acabar brevemente eram um bolo a precisar de uma cereja. Na sucessão de disparates que o desnorteado primeiro-ministro nos tem oferecido, veio mais uma: daqui a vinte anos as reformas vão valer metade.

Primeira dúvida: em que estudo se baseou Pedro Passos Coelho para fazer esta afirmação que, como é evidente, cria angústia em milhões de cidadãos? Não sabemos. E confesso que, do que fui lendo sobre a matéria, não encontro rigorosamente nada que autorize esta previsão. Ou seja, o primeiro-ministro de Portugal faz, com um assunto tão sério e delicado, conversa de café.

O que Passos Coelho consegue com estas infelizes declarações é fácil de imaginar: instalar o sentimento de insegurança. Um medo que pode resultar, perante tão deprimente cenário, num aumento da fuga aos descontos para a segurança social. É que o sistema vive de uma ideia simples: pagamos as reformas de hoje porque acreditamos que pagarão as nossas no futuro. Se essa confiança se quebra com umas “bocas” irresponsáveis de um primeiro-ministro o sistema fica em risco.

Vem então a segunda dúvida: o que pretende o primeiro-ministro com esta declaração? Três possibilidades. A simples: respondeu a uma pergunta de um jornalista sem pensar nas suas consequências. A absurda: Passos Coelho não se contenta em preparar os portugueses para o pior, precisa de os deprimir para as próximas décadas. Mesmo na parte que não dependerá dele e sobre a qual não tem condições para fazer previsões à distância de duas décadas. Não é apenas incapaz de apontar para um horizonte próximo de esperança. Prepara o País para décadas de miséria. A cínica: o primeiro-ministro está apostado em instalar o medo para que todas as medidas que impõe ao País pareçam inevitáveis e até excelentes, quando comparadas com o futuro que nos espera. É provável que seja um pouco das três. E todas elas são coerentes com a sucessão de declarações estapafúrdias que tem feito.

In Expresso online

8:00 Quinta feira, 22 de Dezembro de 2011
por Daniel Oliveira

“Emigre você, sr. primeiro-ministro.” Como uma carta a Passos Coelho se tornou viral na internet


Carta de trabalhadora precária foi partilhada por mais de 2 mil pessoas. Nem o mural de Passos escapou

Bastaram 24 horas para uma carta publicada no Facebook e dirigida ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, se transformar num fenómeno viral na internet. Myriam Zaluar, investigadora com um ordenado fixo de 405 euros e apenas durante sete meses por ano, fez 42 anos no dia em que resolveu responder, por carta, ao apelo de emigração de Passos Coelho.

Depois de relatar a sua experiência como profissional encostada à prateleira e depois à precariedade, a filha de ex-emigrantes rematou com um pedido ao primeiro-ministro: “Emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da moto. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Olhe, leve-os para o deserto do Sara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.”

Num dia, a carta saltou para a blogosfera e foi partilhada por mais de 2 mil utilizadores do Facebook. E para que a missiva não escapasse aos olhos do próprio destinatário, muitos aproveitaram para partilhá-la, em forma de recado, no mural de Pedro Passos Coelho. Ao post em que Passos diz aos portugueses que está na hora de “corrigir erros do passado” e de “rescrever o futuro dos nossos filhos”, os facebookianos responderam com o link onde pode ser lida a carta que questiona como dizer a um filho “que mais vale enveredar já por outra via […] para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país”.

A carta escrita como um desabafo espalhou-se nas redes sociais e despertou o apoio de quem se reviu no retrato de uma doutoranda que nunca ganhou mais de mil euros, aos 42 anos recebe 4 mil euros por ano e, pela primeira vez, equaciona a hipótese de emigrar.

O mural de Passos Coelho tem sido bombardeado com passagens da carta e comentários de outros indignados com as declarações do primeiro-ministro.

Há até quem aproveite o repto para pedir de presente de Natal a emigração deste governo: “Este Natal, de presente, quero que este governo deixe de existir. Não é pedir muito. Fui um rapaz bem-comportado, trabalhei e paguei os meus impostos, não vivo acima das minhas possibilidades, separo o lixo, ajudo o próximo e até deixei de fumar”, refere um dos testemunhos.

In jornal i online
Por Sílvia Caneco
publicado em 21 Dez 2011 – 03:00 | Actualizado há 5 horas 8 minutos

»»»» a carta (não publicada na notícia) de Myriam Zaluar:

Exmo Senhor Primeiro Ministro

Começo por me apresentar, uma vez que estou certa que nunca ouviu falar de mim. Chamo-me Myriam. Myriam Zaluar é o meu nome “de guerra”. Basilio é o apelido pelo qual me conhecem os meus amigos mais antigos e também os que, não sendo amigos, se lembram de mim em anos mais recuados. Nasci em França, porque o meu pai teve de deixar o seu país aos 20 e poucos anos. Fê-lo porque se recusou a combater numa guerra contra a qual se erguia. Fê-lo porque se recusou a continuar num país onde não havia liberdade de dizer, de fazer, de pensar, de crescer. Estou feliz por o meu pai ter emigrado, porque se não o tivesse feito, eu não estaria aqui.

Nasci em França, porque a minha mãe teve de deixar o seu país aos 19 anos. Fê-lo porque não tinha hipóteses de estudar e desenvolver o seu potencial no país onde nasceu. Foi para França estudar e trabalhar e estou feliz por tê-lo feito, pois se assim não fosse eu não estaria aqui. Estou feliz por os meus pais terem emigrado, caso contrário nunca se teriam conhecido e eu não estaria aqui. Não tenho porém a ingenuidade de pensar que foi fácil para eles sair do país onde nasceram. Durante anos o meu pai não pôde entrar no seu país, pois se o fizesse seria preso. A minha mãe não pôde despedir-se de pessoas que amava porque viveu sempre longe delas.

Mais tarde, o 25 de Abril abriu as portas ao regresso do meu pai e viemos todos para o país que era o dele e que passou a ser o nosso. Viemos para viver, sonhar e crescer. Cresci. Na escola, distingui-me dos demais. Fui rebelde e nem sempre uma menina exemplar mas entrei na faculdade com 17 anos e com a melhor média daquele ano: 17,6. Naquela altura, só havia três cursos em Portugal onde era mais difícil entrar do que no meu. Não quero com isto dizer que era uma super-estudante, longe disso. Baldei-me a algumas aulas, deixei cadeiras para trás, saí, curti, namorei, vivi intensamente, mas mesmo assim licenciei-me com 23 anos. Durante a licenciatura dei explicações, fiz traduções, escrevi textos para rádio, coleccionei estágios, desperdicei algumas oportunidades, aproveitei outras, aprendi muito, esqueci-me de muito do que tinha aprendido. Cresci. Conquistei o meu primeiro emprego sozinha. Trabalhei. Ganhei a vida. Despedi-me. Conquistei outro emprego, mais uma vez sem ajudas. Trabalhei mais. Saí de casa dos meus pais. Paguei o meu primeiro carro, a minha primeira viagem, a minha primeira renda. Fiquei efectiva. Tornei-me personna non grata no meu local de trabalho. “És provavelmente aquela que melhor escreve e que mais produz aqui dentro.” – disseram-me – “Mas tenho de te mandar embora porque te ris demasiado alto na redacção”. Fiquei. Aos 27 anos conheci a prateleira. Tive o meu primeiro filho. Aos 28 anos conheci o desemprego. “Não há-de ser nada, pensei. Sou jovem, tenho um bom currículo, arranjarei trabalho num instante”. Não arranjei.

Aos 29 anos conheci a precariedade. Desde então nunca deixei de trabalhar mas nunca mais conheci outra coisa que não fosse a precariedade. Aos 37 anos, idade com que o senhor se licenciou, tinha eu dois filhos, 15 anos de licenciatura, 15 de carteira profissional de jornalista e carreira ‘congelada’. Tinha também 18 anos de experiência profissional como jornalista, tradutora e professora, vários cursos, um CAP caducado, domínio total de três línguas, duas das quais como “nativa”. Tinha como ordenado ‘fixo’ 485 euros x 7 meses por ano. Tinha iniciado um mestrado que tive depois de suspender pois foi preciso escolher entre trabalhar para pagar as contas ou para completar o curso.

O meu dia, senhor primeiro ministro, só tinha 24 horas… Cresci mais. Aos 38 anos conheci o mobbying. Conheci as insónias noites a fio. Conheci o medo do amanhã. Conheci, pela vigésima vez, a passagem de bestial a besta. Conheci o desespero. Conheci – felizmente! – também outras pessoas que partilhavam comigo a revolta. Percebi que não estava só. Percebi que a culpa não era minha. Cresci. Conheci-me melhor. Percebi que tinha valor. Senhor primeiro-ministro, vou poupá-lo a mais pormenores sobre a minha vida. Tenho a dizer-lhe o seguinte: faço hoje 42 anos. Sou doutoranda e investigadora da Universidade do Minho. Os meus pais, que deviam estar a reformar-se, depois de uma vida dedicada à investigação, ao ensino, ao crescimento deste país e das suas filhas e netos, os meus pais, que deviam estar a comprar uma casinha na praia para conhecerem algum descanso e descontracção, continuam a trabalhar e estão a assegurar aos meus filhos aquilo que eu não posso.

Material escolar. Roupa. Sapatos. Dinheiro de bolso. Lazeres. Actividades extra-escolares. Quanto a mim, tenho actualmente como ordenado fixo 405 euros X 7 meses por ano. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. A universidade na qual lecciono há 16 anos conseguiu mais uma vez reduzir-me o ordenado. Todo o trabalho que arranjo é extra e a recibos verdes. Não sou independente, senhor primeiro ministro. Sempre que tenho extras tenho de contar com apoios familiares para que os meus filhos não fiquem sozinhos em casa. Tenho uma dívida de mais de cinco anos à Segurança Social que, por sua vez, deveria ter fornecido um dossier ao Tribunal de Família e Menores há mais de três a fim que os meus filhos possam receber a pensão de alimentos a que têm direito pois sou mãe solteira. Até hoje, não o fez.

Tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: nunca fui administradora de coisa nenhuma e o salário mais elevado que auferi até hoje não chegava aos mil euros. Isto foi ainda no tempo dos escudos, na altura em que eu enchia o depósito do meu renault clio com cinco contos e ia jantar fora e acampar todos os fins-de-semana. Talvez isso fosse viver acima das minhas possibilidades. Talvez as duas viagens que fiz a Cabo-Verde e ao Brasil e que paguei com o dinheiro que ganhei com o meu trabalho tivessem sido luxos. Talvez o carro de 12 anos que conduzo e que me custou 2 mil euros a pronto pagamento seja um excesso, mas sabe, senhor primeiro-ministro, por mais que faça e refaça as contas, e por mais que a gasolina teime em aumentar, continua a sair-me mais em conta andar neste carro do que de transportes públicos.

Talvez a casa que comprei e que devo ao banco tenha sido uma inconsciência mas na altura saía mais barato do que arrendar uma, sabe, senhor primeiro-ministro. Mesmo assim nunca me passou pela cabeça emigrar… Mas hoje, senhor primeiro-ministro, hoje passa. Hoje faço 42 anos e tenho a dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: Tenho mais habilitações literárias que o senhor. Tenho mais experiência profissional que o senhor. Escrevo e falo português melhor do que o senhor. Falo inglês melhor que o senhor. Francês então nem se fale. Não falo alemão mas duvido que o senhor fale e também não vejo, sinceramente, a utilidade de saber tal língua. Em compensação falo castelhano melhor do que o senhor. Mas como o senhor é o primeiro-ministro e dá tão bons conselhos aos seus governados, quero pedir-lhe um conselho, apesar de não ter votado em si. Agora que penso emigrar, que me aconselha a fazer em relação aos meus dois filhos, que nasceram em Portugal e têm cá todas as suas referências? Devo arrancá-los do seu país, separá-los da família, dos amigos, de tudo aquilo que conhecem e amam? E, já agora, que lhes devo dizer? Que devo responder ao meu filho de 14 anos quando me pergunta que caminho seguir nos estudos?

Que vale a pena seguir os seus interesses e aptidões, como os meus pais me disseram a mim? Ou que mais vale enveredar já por outra via (já agora diga-me qual, senhor primeiro-ministro) para que não se torne também ele um excedentário no seu próprio país? Ou, ainda, que venha comigo para Angola ou para o Brasil por que ali será com certeza muito mais valorizado e feliz do que no seu país, um país que deveria dar-lhe as melhores condições para crescer pois ele é um dos seus melhores – e cada vez mais raros – valores: um ser humano em formação.

Bom, esta carta que, estou praticamente certa, o senhor não irá ler já vai longa. Quero apenas dizer-lhe o seguinte, senhor primeiro-ministro: aos 42 anos já dei muito mais a este país do que o senhor. Já trabalhei mais, esforcei-me mais, lutei mais e não tenho qualquer dúvida de que sofri muito mais. Ganhei, claro, infinitamente menos. Para ser mais exacta o meu IRS do ano passado foi de 4 mil euros. Sim, leu bem, senhor primeiro-ministro. No ano passado ganhei 4 mil euros. Deve ser das minhas baixas qualificações. Da minha preguiça. Da minha incapacidade. Do meu excedentarismo. Portanto, é o seguinte, senhor primeiro-ministro: emigre você, senhor primeiro-ministro. E leve consigo os seus ministros. O da mota. O da fala lenta. O que veio do estrangeiro. E o resto da maralha. Leve-os, senhor primeiro-ministro, para longe. Olhe, leve-os para o Deserto do Sahara. Pode ser que os outros dois aprendam alguma coisa sobre acordos de pesca.

Com o mais elevado desprezo e desconsideração, desejo-lhe, ainda assim, feliz natal OU feliz ano novo à sua escolha, senhor primeiro-ministro e como eu sou aqui sem dúvida o elo mais fraco, adeus.

Lição para os políticos incompetentes, ignorantes e vigaristas (vídeo)


Este vídeo tirou-me muitas palavras da boca. Tantas que não me atrevo a comentar, corrigir, emendar ou introduzir qualquer adenda. Vou apenas reiterar as palavras deste senhor, por quem tenho um enorme respeito:

Vocês são todos uns vigaristas!

Deliciem-se com este vídeo…

In Expresso online
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 20 de dezembro de 2011

As minhas condolências para o povo norte-coreano


O PCP enviou condolências ao povo norte-coreano pela morte de Kim Jong-il. Apesar de nunca festejar a morte de ninguém, nunca me ocorreria dirigir condolências, mesmo que apenas diplomáticas, pela morte de um ditador lunático que recebeu o seu lugar por ordem dinástica à sua principal vítima: o povo que ele oprimiu.

Terá sido uma mera formalidade. Mas não deixa de ser extraordinário que os comunistas portugueses continuem a manter relações de amizade com um partido unifamiliar e monárquico que dirige uma das mais desvairadas ditaduras do Mundo.

Também daqui envio as minhas condolências ao sofrido povo norte-coreano, que conhece a miséria e o isolamento como poucos. Soube que o lugar de ditador já está reservado para o filho de Kim Jong-il e neto de Kim Il-sung, o jovem Kim Jong-un, sobre o qual pouco se sabe (nem a idade) a não ser que é adepto dos Chicago Bulls. Sabendo que esta dinastia sofre de uma loucura degenerativa, que tende a piorar de geração para geração, serão mais umas décadas de trevas para aquele povo. Com a bênção do PCP.

No estado em que Portugal está, a esquerda precisava de uma regeneração urgente. Podíamos começar por estas idiossincrasias mais absurdas e pitorescas. Para passarmos depois para as que realmente nos interessam. É que já nem os mais ortodoxos dos militantes comunistas podem deixar de se sentir incomodados com tão arrepiantes amizades.

In Expresso online

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 21 de Dezembro de 2011

Urgências dos centros de saúde aumentam 163%


Taxas moderadoras das urgências dos centros de saúde aumentam de €3,80 para €10 já a partir de 1 de Janeiro, de acordo com a portaria hoje publicada.

Taxas moderadoras das urgências hospitalares vão passar a custar entre €15 e €20 # Tiago Miranda

As taxas moderadoras das urgências hospitalares vão passar a custar a cada utente entre €15 e €20 e as dos centros de saúde aumentam de €3,80 para €10, segundo uma portaria hoje publicada no Diário da República .

De acordo com a portaria, que entra em vigor a partir de 1 de Janeiro, acrescem a estes valores as taxas moderadoras por cada meio complementar de diagnóstico e terapêutica (MCDT) efectuado no âmbito da urgência, podendo o total chegar aos €50, mas nunca ultrapassá-lo.

Assim, o documento estipula para o serviço de urgência polivalente um aumento de €9,60 para e20 de taxa moderadora.

A urgência básica e a urgência médico-cirúrgica, que custavam €8,60, passam a custar €15 e €17,5, respectivamente.

A portaria das taxas moderadoras fixa ainda para o Serviço de Atendimento Permanente ou Prolongado (SAP) um valor de €10, o que representa um acréscimo de €6,20.

No âmbito das consultas, as de medicina geral e familiar, ou outra médica que não a de especialidade, os valores passam de €2,25 para €5.

As consultas de enfermagem, ou de outros profissionais de saúde, vão custar no próximo ano €4 nos cuidados de saúde primários e €5 nos hospitais, ao passo que as consultas de especialidade passam a ter um custo de €7,5.

A taxa moderadora para a consulta no domicílio (que inclui lares e instituições afins) passa de €4,80 para €10.

A consulta médica sem a presença do utente, que o documento salvaguarda ter de ser realizada sempre com o “consentimento informado” do doente, custará €3.

Uma sessão de hospital de dia terá um custo de taxa moderadora correspondente ao valor das taxas moderadoras aplicáveis aos atos complementares de diagnóstico e terapêutica realizados no decurso da sessão, neste caso até um valor máximo de €25.

O Governo define ainda uma tabela de valores para os MCDT, que vai desde um taxa moderadora de €0,35 para exames entre €1,10 e €1,49 até aos €50 para exames de valor igual ou superior a €500.

Segundo a revisão do memorando de entendimento da troika, a que a Lusa teve acesso, o executivo deverá encaixar €150 milhões de no próximo ano, com a alteração dos valores das taxas moderadoras.

In Diário de Notícias online
8:00 Quarta feira, 21 de Dezembro de 2011

E os burros somos nós!!!???

Emigre o senhor!


Quando o secretário de Estado da Juventude e do Desporto aconselhou os jovens a “sair da zona de conforto” e a emigrar pensou-se que se tratava de uma daquelas pérolas que figuras obscuras de governos escolhidos nas secções locais dos partidos nos oferecem quando sobem ao palco e inadvertidamente abrem a boca. Este fim de semana ficámos a saber que não. O primeiro-ministro repetiu o conselho, agora dirigido a quadros e professores. Que vão trabalhar para países lusófonos. O governo até já anda a conversar com José Eduardo dos Santos para tratar da guia de marcha. É esta a solução de Passos Coelho para o desemprego. E é sem quadros e sem jovens que pretende reerguer uma economia que desperadamente precisa de aproveitar o investimento que fez em educação nas últimas três décadas. Vivemos assim durante meio século. Num país semianalfabeto e a ver partir os melhores. Esperávamos não voltar a ver, em democracia, gente tão tacanha num governo.

Que um pai dê este conselho a um filho, que um amigo dê este conselho a outro amigo, compreende-se. Mas de um governante espera-se que tente segurar, até ao limite das suas forças, os mais qualificados e os mais jovens. Que um cidadão desesperado se veja obrigado a desistir do seu País, é compreensível. Que seja quem governa esse país o primeiro a desistir, ao fim de seis meses de governo, só demonstra que estamos num barco à deriva, comandado por um jotinha que não pensou cinco minutos na razão pela qual se candidatou ao lugar que ocupa.

Como disse, muito bem, Mário Nogueira, acabaremos por ver Passos Coelho a fazer companhia a três dos últimos governantes. Aproveitará para si o conselho que dá aos seus compatriotas. É que para nos aconselhar a emigrar não precisamos de um primeiro-ministro para nada. Se e quando o tivermos de fazer deixaremos de ser um problema dele. E ele – essa é a parte boa – deixará de ser um problema nosso.

In Diário de Notícias online
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 19 de Dezembro de 2011

Orçamento chumbado por empresários e economistas


Iniciativa Budget Watch realizada pela consultora Deloitte e pelo ISEG chumbou documento. Notas melhoraram mas continuam abaixo da linha de água.

In Expresso online
http://www.expresso.pt
0:00 Sábado, 17 de Dezembro de 2011

Budget Watch – Exame Orçamental

O ISEG, a Deloitte e o Expresso associaram-se na iniciativa “Budget Watch” que visa uma análise mais aprofundada dos Orçamentos do Estado por um grupo de académicos e empresários de forma externa e num espírito construtivo.

A avaliação do Orçamento de Estado na óptica da transparência, rigor, responsabilidade política e sustentabilidade das finanças públicas dá origem ao Índice Orçamental ISEG, através da opinião dos membros do Conselho Consultivo Científico. A avaliação do OE na óptica dos presumíveis efeitos no crescimento económico e num ambiente pró business dá origem ao Índice Orçamental Deloitte, através da opinião dos membros do Conselho Consultivo Empresarial..

Membros do Conselho Consultivo Científico (2012): Alberto Castro, António Afonso, Carlos Marinheiro, João Duque, João Ferreira do Amaral, Jorge Santos, José da Silva Costa, José da Silva Lopes, Linda Veiga, Manuela Arcanjo, Miguel St. Aubyn, Paulo Trigo Pereira, Pedro Pita Barros, Ricardo Cabral, Ricardo Reis, Vítor Bento.

Membros do Conselho Consultivo Empresarial: António Mota, Belmiro de Azevedo, Dionísio Pestana, Filipe Soares Franco, Francisco Pinto Balsemão, João Paulo Carvalho, João Serrenho, Miguel Pais do Amaral, Paulo Fernandes, Paulo Pereira Silva, Pedro Soares dos Santos, Ricardo Salgado, Salvador Guedes.

Neste sítio poderá encontrar informação sobre as grelhas de avaliação, os resultados dos Índices ISEG e Índice Deloitte, bem como os 10 Princípios de Responsabilidade Orçamental subjacentes ao Índice ISEG.

A Comissão Executiva do Budget Watch

 Carlos Loureiro (Deloitte), Jorge Marrão (Deloitte) e Paulo Trigo Pereira (ISEG)

NOVO RESULTADOS DO EXAME AO ORÇAMENTO DE ESTADO DE 2012 ÍNDICE ISEG – VEJA AQUI

In Budget Watch-Índice Orçamental ISEG

Impor a austeridade, organizar o saque


Na hora da desgraça dos países periféricos, a Alemanha tenciona ganhar mais um pouco. Entre reprimendas moralistas e puxões de orelhas arrogantes a senhora Merkel arranjou um tempo para meter uma cunha a Pedro Passos Coelho. Razão para temer o pior: as sugestões de Merkel junto do nosso deslumbrado primeiro-ministro costumam ser ouvidas como ordens.

Merkel quer que seja a E.ON a comprar a parte do Estado da EDP. Ou seja, Merkel impõe a austeridade que impõe privatizações na Grécia e em Portugal. E depois compra, a preço de saldo, as empresas que obrigou a vender. E como tem, na Europa, a faca e o queijo na mão, é de esperar que use todos os “argumentos” para fazer bons negócios. Basta recordar que os gregos, no exato momento em que eram “salvos” pela Europa porque não tinham dinheiro, foram obrigados a comprar uns submarinos aos alemães. Negócio que está, em Atenas como em Lisboa, rodeado de suspeitas de corrupção. Dirão: é natural que Angela Merkel defenda os interesses do seu País. Pena que quem governa Portugal se dedique ao mesmo: a defender os interesses de Angela Merkel.

A EDP internacionalizou-se sem qualquer vantagem para a balança comercial portuguesa. Fê-lo esmifrando os consumidores e as empresas nacionais. Ficamos, sabe-se lá porquê, orgulhosos. E mais pobres. Agora chegou a hora de oferecer esse investimento aos alemães. Que não hesitaram a forçar-nos a vender tudo o que sobra nas mãos do Estado. E comprar no momento certo.

Sabemos, através dos jornais britânicos (os nossos estão entretidos a vender a superioridade moral da austeridade) que o governo alemão se mexe nos bastidores para lucrar com a desgraça que nos impõe. Estaremos atentos quando Passos Coelho (ou Miguel Relvas) decidir a quem oferece a parte do Estado da EDP. Uma lição para os que teimam em chorar pelo contribuinte alemão que, nos delírios do populismo nacional, anda a pagar as nossas dívidas.

In Expresso online

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Quinta feira, 15 de Dezembro de 2011

O negócio dos fundos de pensões da banca: é sempre a mesma cantiga


A reduzir o poder económico do Estado Pedro Passos Coelho está a fazer um bom serviço. Generosamente, dispensa, sem exigir nada em troca, as golden shares nas empresas que o Estado fez serem grandes. Promete privatizar as partes da CP que dão lucro e ficar com o que dá prejuízo. Acaba com a publicidade na RTP, garantido a sua falência a prazo. Privatiza monopólios naturais, dando a grupos económicos (ou mesmo a outros Estados) um extraordinário poder sobre a nossa economia. Isto tudo quando já não detém instrumentos monetários e até políticos para poder determinar o futuro do País.

A reduzir a capacidade de regulação do Estado Pedro Passos Coelho está a fazer um bom serviço. Desregula as leis laborais, não toca na regulação financeira e deixa que as entidades públicas de regulação económica continuem a ser uma coutada dos que deveriam ser regulados.

A reduzir o papel do Estado na promoção da competitividade da nossa economia Pedro Passos Coelho está a fazer um bom serviço. Deixa as finanças da Escola Pública e dos centros de investigação na miséria e estrangula todos os agentes culturais. Os jovens mais capazes e preparados estão de partida e até há secretários de Estado que lhes mostram a porta de saída. Teremos, no futuro, menos criatividade e saber, de que empresas que acrescentem valor ao que produzem dependem para poder competir no espaço europeu.

A reduzir o papel social do Estado Pedro Passos Coelho está a fazer um bom serviço. A destruição de todas as almofadas sociais, o aumento das tarifas dos transportes e a redução do Serviço Nacional de Saúde ao mínimo transportará, a prazo, o nosso País aos seus anteriores índices de desenvolvimento social. Quem julga que isso não terá efeitos na economia não percebe porque é que em alguns países, mesmo sem terem matérias primas, se vive melhor do que noutros.

A estrangular a economia Pedro Passos Coelho está a fazer um bom serviço. Temos o IVA mais alto da Europa, com os efeitos que se imaginam para a nossa principal indústria exportadora: o turismo. Com impostos insuportáveis e pacotes de austeridade atrás de pacotes de austeridade, as PME’s, que são a espinha dorsal do nosso tecido empresarial, dificilmente aguentarão os próximos anos. Nem exportação, nem mercado interno.

A destruir por muitos anos a capacidade do Estado equilibrar as suas contas públicas Pedro Passos Coelho está a fazer um bom serviço. Vou recordar mais uma vez que o défice não depende apenas da despesa. Também depende da receita. E com a economia em colapso não há receitas fiscais. Quanto mais corta mais terá de cortar. Até não haver mais para vender e não ser possível aumentar mais impostos.

A única coisa que Pedro Passos Coelho não está mesmo a fazer é aquilo que tem justificado todos os disparates referidos anteriormente: mudar a forma como se gere o dinheiro público. Repete, tal e qual, os erros do passado, voltando a pôr em causa o futuro para tapar buracos do presente.

Não me esqueço como Manuela Ferreira Leite, para conseguir receitas extraordinárias, vendeu à PT, a preço de saldo, a rede de cobre que pertencia ao Estado. Não me esqueço como Cavaco Silva tirou à RTP os retransmissores, que hoje seriam uma importante fonte de receita. A estação pública recebeu tão pouco por este património que ao fim de dois anos já tinha pago ao novo proprietário, pelo uso do que antes era seu, o mesmo que este lhe dera como compensação. Não me esqueço como as privatizações de monopólios, sem qualquer salvaguarda do interesse público, fizeram dinheiro entrar no Estado mas acabaram por ser pagas (na EDP, por exemplo) pela economia com tarifas insuportáveis. Não me esqueço das Parcerias Público-Privadas – de que Guterres foi campeão e Cavaco estreante -, que para esconder custos de investimento deram muito dinheiro a ganhar a quem tinha bons contactos no Estado e nos endividaram para todo o sempre. Não me esqueço das maquilhagens das contas públicas, feitas por todos os governos, que nos foram enganando em relação à saúde do nosso Estado.

Cá vem mais um exemplo. Mas este está a acontecer agora. Para receber dinheiro extra e com ele pagar dívidas, o Estado vai ficar com os fundos de pensões dos bancos. Parece uma receita mas não é. É um novo encargo para quem vier depois. Porque os seus benificiários lá estão, à espera de receber a reforma para a qual descontaram. É sustentável? Não sabemos mas podemos desconfiar. Se fosse, porque teriam os bancos pressionado tanto o Estado para ficar com aquela batata quente nas mãos?

Mas a coisa não fica por aqui. O projeto de Decreto-lei que trata deste negócio prevê que as instituições financeiras transformem os custos imediatos com esta transferência em créditos fiscais, abatendo ao lucro tributável esta despesa. Traduzindo por miúdos: a banca, que já é o sector económico que paga menos impostos, vai pagar ainda menos. Muito menos. Durante as duas próximas décadas (leram bem: vinte anos) vai receber o que pagou ao Estado para este ficar com um encargo que era seu.

A história repete-se: para tapar um buraco agora (e fingir que o défice é de 4,5%) o Estado ganha novos encargos futuros e ainda reduz a sua receita para à frente. Quando tantos se perguntam quais são as nossas culpas em relação à situação financeira em que o Estado se encontra, a resposta está exatamente nesta forma de fazer negócios. Governantes que pensam sempre a curto prazo, que deixam para os que vierem depois a resolução dos problemas e que, no meio, dão uma ajudinha a quem tenha poder suficiente para os pressionar.

Este governo é diferente dos anteriores e é igual aos anteriores. É diferente no seu radicalismo liberal. É igual na irresponsabilidade com que trata o que o futuro.

In Expresso online
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 14 de dezembro de 2011

Constitucionalizar os limites ao défice é um golpe de Estado contra a democracia


Um candidato apresenta-se com um programa que aposta no investimento em contra-ciclo para nos tirar da crise. O eleitorado, verificando o desastroso resultado económico e financeiro de pacotes de austeridade atrás de pacotes de austeridade, dá-lhe a vitória. Pode o primeiro-ministro aplicar o programa sufragado pelo povo? Não pode. A lei proíbe-o. Porque um governo anterior (circunstancial, como todas os governos) assinou um acordo com países estrangeiros que define, para todo o sempre, um programa ideológico com força de lei quase irrevogável. Sem o referendar. Sem nunca o ter sujeito à vontade popular. Sem sequer mudar os tratados europeus.

Definir, independentemente das circunstâncias económicas e orçamentais de cada momento, um limite ao défice de 0,5% (que tendo em conta os custos da divida obriga, na realidade, e em plena recessão, a um superavit impossível de conseguir) é mais do que uma imbecilidade. É sinal de um poder político ensandecido. Colocar isso na Constituição ou numa lei com constrangimentos semelhantes é um golpe de Estado contra o futuro da democracia. Fazê-lo sem ouvir os portugueses é ilegítimo. Os deputados eleitos não têm legitimidade para tomar uma decisão que determina, com força de lei, os programas dos próximos governos sem que estes a possam vir a alterar. Nem a mais desesperada situação financeira (que esta medida só agravará) justifica este aborto constitucional. Ainda mais quando se sabe que, pelo menos enquanto estivermos em recessão económica, não o poderemos cumprir sem aldrabar as contas. Até porque os défices não dependem exclusivamente dos governos. Dependem, por exemplo, da receita fiscal e esta depende da situação económica.

Comparar isto com a assunção de dívida é pôr a lei fundamental e os constrangimentos económicos e orçamentais no mesmo patamar. Um relativismo político que ninguém que defenda o Estado de Direito Democrático pode aceitar.

É bom que o PS não repita o numero do “agarrem-me se não eu voto a favor” do costume. Se aceitar qualquer norma legal deste género (na Constituição ou em leis “para-constitucionais”, como disse o primeiro-ministro) ficará para sempre refém da direita. Não é apenas a sua já tão duvidosa utilidade como alternativa ao PSD e CDS que fica posta em causa. É a de qualquer maioria futura que queira travar esta loucura austeritária. Ou seja, é a democracia que fica sequestrada por este momento de delírio colectivo.

É bom percebermos que um limite constitucional (ou semelhante) ao défice não é um pormenor. Governar é, antes de tudo, gerir um orçamento e usar todos os instrumentos financeiros necessários para aplicar uma determinada política. Se isso fica interdito a governos futuros é a governação que lhes está vedada. É o nosso voto que se transforma num formalismo inútil. Quem queira seguir um caminho diferente só o poderá fazer conquistando uma maioria de dois terços no Parlamento ou subvertendo a ordem constitucional vigente. É o futuro da nossa democracia que está a ser capturada por gente sem espinha dorsal. Apenas porque a Alemanha assim determinou. Com o aplauso de radicais que querem ver a sua agenda ideológica defendida, através da Constituição, de qualquer derrota eleitoral futura.

Muita gente, indo com a onda da moda, vê a ideia com bons olhos. Provavelmente a mesma que não se incomodou com as Parcerias Público-Privadas, que eram muito modernas, com o uso dos fundos comunitários para fazer de Portugal o País com mais quilómetros autoestrada da Europa (proporcionalmente à sua dimensão), com o Euro 2004 ou com a compra de submarinos inúteis. Ou não se lembram que para ter votos era preciso ” ter obra”? É bom recordar que nada é mais volúvel do que a opinião pública. E é por isso que todos os cuidados são poucos quando se decidem coisas que não têm retorno. Sobretudo quando se está em estado de necessidade. Uma democracia que não se defende dos momentos de histeria colectiva está condenada a ter vida curta.

Termino com as palavras de Cavaco Silva, em Agosto deste ano: “Constitucionalizar uma variável endógena como o défice orçamental – isto é, uma variável não directamente controlada pelas autoridades – é teoricamente muito estranho”. Esperemos que seja coerente.

In Expresso online
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 13 de dezembro de 2011

O governo usa a polícia para instigar a violência?


Quando, no dia da Greve Geral, sindicatos e manifestantes dispersos informaram da presença de agentes infiltrados na concentração em frente à Assembleia da República, a PSP e o ministro da Administração Interna desmentiram. Perante as imagens captadas por anónimos e jornalistas de um polícia à paisana a espancar um cidadão, a polícia informou que se tratava de um cidadão alemão procurado pela INTERPOL. Revelou-se uma imaginativa falsidade. Se fosse verdade seria muito grave, já que a pessoa em causa saiu em liberdade, por ordem do tribunal, no dia seguinte.

Saltando de mentira em mentira, o assunto foi morrendo nos jornais. Mas as imagens de vídeo e de fotografias (assim como a pesquisa das imagens de televisão transmitidas naquele dia) começam a deixar clara uma coisa muitíssimo mais grave: tudo aponta para a existência de agentes provocadores naquela manifestação. Ou seja, agentes à paisana que instigaram a actos de violência, que insultaram e provocaram os seus colegas, fazendo-se passar por manifestantes (tudo convenientemente próximo da comunicação social), e que até estiveram na primeira linha do derrube das barreiras de segurança. Ou seja, que acicataram os manifestantes mais exaltados, fazendo-se passar por seus “camaradas”, e que criaram o ambiente que justificaria, de alguma forma, uma intervenção policial em directo nos canais de notícia, ofuscando assim a greve geral.

A confirmarem-se todas as informações documentadas por imagens que vão chegando à Internet (a polícia já confirmou que dois homens que aparecem em fotografias a envolverem-se em desacatos contra os seus colegas são agentes) isto tem de ter consequências. Como cidadão pacifico e cumpridor da lei, quero exercer minha liberdade de manifestação, consagrada na Constituição, sem correr o risco de me ver no meio de uma guerra campal. É essa, supostamente, a função das forças de segurança. Se elas trabalham no terreno para causar os distúrbios (justificando uma intervenção que ajuda a criminalizar o protesto e ofuscar os objectivos das manifestações), elas passam a ser um factor de insegurança e de ilegalidade.

Claro que não acredito que aqueles agentes, a confirmar-se o que as muitas imagens que por aí circulam indiciam de forma tão esmagadora, tenha agido por mote próprio. Por isso, quero saber quatro coisas:

1. Se está garantida uma investigação independente – é para isto que serve a Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI) – para saber quem são aqueles homens que ora aparecem a insultar e provocar polícias ora aparecem a ajudar a prender manifestantes?

2. Caso se confirmem as suspeitas, de onde veio a ordem para ter agentes à paisana numa manifestação com o objectivo de criar um ambiente violento naquilo que deveria ser uma manifestação pacifica?

3. Caso essa ordem tenha vindo da Direcção-Geral da PSP (seria ainda mais assustador perceber que a polícia está em auto-gestão), o que pretende fazer o ministro com o seu director-geral? Deixar à frente das forças de segurança pública um agitador que espalha a desordem nas manifestações?

4. Caso a ordem tenha vindo da Direcção-Geral da PSP com o conhecimento do ministro, o que pretende fazer o primeiro-ministro? Deixar no seu lugar um político apostado a criar um clima de insegurança nas manifestações e assim violar um direito constitucional?

Por mim, como cidadão, não desistirei deste tema até as imagens que estão disponíveis serem devidamente esclarecidas e, caso se prove o que elas indiciam, os responsáveis por este ato contra a paz social e a liberdade sejam politicamente, disciplinarmente e criminalmente punidos. E pelo menos nisto, junto-me ao Sindicato do Ministério Público e ao Bastonário da Ordem dos Advogados que exigem esclarecimentos e as devidas medidas de punição para os responsáveis.

Nada tenho contra a PSP. Nem contra a instituição, nem contra os seus profissionais, que também são vítimas da austeridade. Considero que a polícia, quando faz o seu trabalho, garante a nossa liberdade. Incluindo a liberdade de manifestação, impedindo que provocadores ou idiotas se aproveitem de protestos pacíficos para espalhar a violência. Mas quando a polícia serve (ou é usada pelo poder político) para criar um ambiente de medo e um clima de violência que justifique a limitação das liberdades fundamentais, não posso, como cidadão, ficar em silêncio. Nem eu, nem todos os que acreditam e defendem a democracia.

Do muito que está disponível, podem ver este vídeo, estas fotos e esta notícia:

http://www.youtube.com/watch?v=8mrlu_tasRc

http://5dias.net/2011/11/29/mais-dois-provocadores-infiltrados-desmascarados-casal-de-policias-a-paisana-o-de-casaco-azul-e-o-de-casaco-castanho-estao-os-dois-em-todas-as-fotos-guedes-da-silva-director-da-psp-junta-se/

http://www.mynetpress.com/pdf/2011/dezembro/201112022951a6.pdf

In Expresso online
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 6 de Dezembro de 2011

“Vou pagar o cão a prestações com o cartão de crédito novo”


Portugal dos anos 90 em diante. Dinheiro para tudo. Subsídios europeus a fundo perdido. É a época natalícia portuguesa. A década de ouro. O Pai Natal vive no Estoril. O barbudo deve ter Alzheimer e uma árvore das patacas virada para a Boca do Inferno. A Banca cede empréstimos como quem vende pensos higiénicos. Tudo parece fácil. Empregos? “O meu amigo tem um primo que é sobrinho de uma tipa que anda enrolada com um gordo que está na REN e que andou comigo no Liceu”. Carros. Casas. Poupar para quê? “O banco é já ali”. Vejamos como a “classe média” se arruinou com ajuda da banca:

“Mas é mesmo necessário gastarmos tanto dinheiro no casamento? Não podíamos fazer uma coisa mais baratinha?”

“Baratinha? Pensas que sou uma das vagabundas que andam a passear lá no teu escritório?”

“Não querida… mas em relação à casa… Já pensaste?”

“Acho que devíamos optar pelo T4 de 65 mil contos”

“Não pode ser. Jamais. O meu primo João casou e comprou logo um T5. Se compro um T4 nunca mais vou ser visto da mesma forma nos jantares da Natal…e o cão? Ele precisa de espaço, chegam a pesar 35 quilos…”

“Cão? Mas nós não temos nenhum cão, tu estás doido?”

“Não temos mas vamos ter em breve. Comprei um daqueles que ainda só há meia dúzia em Portugal. Usei o cartão de crédito novo. Vou pagá-lo a prestações. O bicho chega de avião no final do ano. Este mês já paguei as duas pernas de trás….”

“E se alugássemos um andar durante uns tempos?”

“Alugar? Mas tu estás louca? Isso é coisa de pobre! Andámos nós a tirar um curso para ir viver para uma casa alugada? Está fora de questão minha querida!”

“Ok querido, que seja o T5. Também são só mais dez mil contos…

E por falar em Natal… ontem gastei quase 300 contos em prendas só para os teus pais”

“300 contos!? Compraste um cavalo? Onde foste buscar o dinheiro?”

“Calma, tirei da conta conjunta dos miúdos. Assim como assim ainda não temos filhos. A minha mãe diz que deves ter o “esperma fraco”.

“BRU… (cof cof cof ) XA…”Fraco”? Eu dou-lhe o fraco….em 4 anos enchemos o T5 de putos e mudamos para uma vivenda com piscina, jacuzzi e campo de ténis…”

“Isso era maravilhoso meu amor…sempre quis ter uma vivenda com piscina daquelas que tem uma fonte com uma luz…tão romântico…dar uma queca como se estivéssemos no meio de uma catarata. E o BMW? Quando chega? Ia adorar fazer inveja à tua cunhada no dia de Natal. A ordinária veio abanar as chaves do Mercedes na minha cara o ano passado enquanto recheava o peru. Fiquei tão nervosa que deixei o anel da Cartier lá dentro. Tenho impressão que foi ela que o comeu porque nunca mais se soube dele…só pode ter sido aquela ordinária”

“Não sejas assim meu amor… já te comprei um maior para não ficares triste.”

O que será que aconteceu a esta família? A culpa não é/foi só dos cortes e dos impostos…existe a responsabilidade individual de cada um. O que somos e a forma como a sociedade evolui. O Estado de graça em que nos fizeram acreditar e que optámos por manter como forma de estar é responsabilidade de todos nós.

A inveja, a incapacidade de poupar/consumismo provocada pela intromissão da banca (aliada ao Estado) na vida privada dos cidadãos e a euforia do acesso a tudo o que antes parecia vedado. O estado de embriaguez financeira em que o país, o Estado e os cidadãos se habituaram a viver levou todos à falência e ruína. A ressaca está a ser dolorosa. E será ainda pior.

In Expresso online
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 6 de dezembro de 2011

Recibos verdes: roubados pelo patrão, roubados pelo Estado


A relação da segurança social com os trabalhadores precários é das coisas mais escandalosas a que assistimos neste País. E resume-se assim: os precários não têm direito a quase nada. Nem a subsídio de desemprego (e estou para ver a que se resume a solução que se diz que será encontrada para isto), nem a baixa. A insegurança da sua vida é absoluta e o Estado não lhes garante nada. Mas, na hora de cobrar, não se esquece deles. Cobra-lhes os descontos que apenas servirão, se quando lá chegarem ainda existirem, para as suas miseráveis reformas. Muitas vezes cobra-lhes ainda mais do que aos trabalhadores com vinculo laboral que têm, e muito bem, direito a alguma segurança em caso de doença ou desemprego. Na realidade, segundo o novo código contributivo, o assalto será absoluto.

Depois de muita insistência dos movimentos de precários e de ter dito que esses números não estavam disponíveis, o ministro Pedro Mota Soares lá cedeu. Ficámos a saber quantos trabalhadores a recibos verdes estão a braços com cobranças coercivas: cem mil. Cem mil pessoas que, na sua maioria, vivem na corda bamba, sem saber se amanhã ainda comem, sem poderem assumir compromissos ou ter filhos com o mínimo de paz de espírito, sem direito a nada do Estado, com o Estado à perna para lhes tirarem a casa ou o pouco que tenham. Infelizmente, em muitos casos, não têm mesmo nada que lhes possa ser tirado.

O mais grave é que a esmagadora maioria destes cem mil trabalhadores não é, na realidade, fornecedor de serviços. São trabalhadores por conta de outrem roubados duas vezes. Roubados pelos seus empregadores, que para fugirem a qualquer obrigação – incluindo o pagamento da sua parte das contribuições para a segurança social – os contratam com recurso a uma ilegalidade: os falsos recibos verdes. Uma ilegalidade tolerada pelo Estado. Quando não mesmo promovida. Não é o Estado um dos principais prevaricadores, com milhares de trabalhadores a recibos verdes? Não teve o Partido Socialista um dos principais dirigentes (Vitalino Canas) como provedor pago pelos traficantes negreiros a que damos o pomposo nome de Empresas de Trabalho Temporário? E roubados depois pelo Estado, que lhes desconta no magro salário o que não lhes devolve em caso de necessidade.

Ou seja, o mesmo Estado que não garante nenhuma segurança a estas pessoas, que não fiscaliza as empresas e as obriga a cumprir a lei, que ele próprio a viola de forma descarada, diz “presente” quando chega a hora de cobrar o dinheiro. Sabendo que parte desse dinheiro deveria ser cobrado às empresas, não hesita em pôr estes desgraçados à beira do precipício para depois dar o empurrão final. Quanto às empresas que ficaram com o dinheiro que deviam ter descontado, continuam a sua vida e a contratar mais gente de forma ilegal. Com os precários ainda mais aflitos, com mais esta dívida imoral para pagar, talvez os possam contratar um pouco mais baratos ainda.

O Estado não quer saber se aquela dívida é, na realidade, daqueles trabalhadores ou se, pelo contrário, resulta de uma forma ilegal dos empregadores fugirem às suas responsabilidades. Mas ameaça com penhoras e até com a prisão as vítimas do abuso. Forte para os fracos, fraco para os fortes. É este o padrão de comportamento do Estado português.

In Expresso online
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 5 de Dezembro de 2011

Vídeo: as criancinhas divertem-se na AR


A AR em Portugal é uma espécie de infantário pago por todos os portugueses. Há a turma do bibe rosa, do azul, laranja, vermelho, e até dos verdes ( devem estar de castigo…. mas fazem barulho por uma turma de 50).

Recentemente um deputado confessou em pleno hemiciclo que “nós (do bibe azul) entre criminosos e as vitimas não temos dúvidas: estamos do lado dos criminosos”. Chamam-lhe lapso linguístico, uma gaffe. Eu chamo-lhe constatação de facto. Se julgarmos pelos inúmeros casos de políticos e ex-alunos daquela creche arguidos, acusados e alguns condenados em processos envolvendo crimes graves creio que o deputado em causa se limitou a dizer o que lhe ia na alma, ou pelo menos no subconsciente. Aquela coisa tramada que nos passa a perna de vez em quando.

Costuma dizer-se que as crianças não sabem mentir. E na Assembleia da república este mito é claramente desfeito. Em primeiro lugar porque a AR, aparentemente composta por pessoas maiores de idade, é no fundo pouco mais do que o recreio de uma escola onde crianças vestidas de adultos brincam, gozam uns com os outros, riem-se, fazem corninhos, ameaçam de pancada “lá fora” e insultam a mãe e tia dos outros coleguinhas. Em segundo porque ali se mente todos os dias.

Isto não seria triste se este grupo de pessoas não fossem as eleitas para nos representar e decidir o futuro de toda uma nação. Deputados dizem-se eles. Putos estúpidos digo eu. É só verem o vídeo. Divertido e deprimente.

 


In Expresso online
Tiago Mesquita (www.expresso.pt)
8:00 Quarta feira, 30 de novembro de 2011
[nota] – Fugiu-lhe a boca para a verdade… Já nem escondem de que lado estão, foda-se!!! [/nota]

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REVISÃO DE TEXTOS



Todos os textos aqui inseridos, são corrigidos para a Língua Portuguesa de antes do acordo ortográfico.

Mentiroso…!!!

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visitas desde 17/08/2011

artigos interessantes…

... não só pelos conteúdos, como pelos comentários que demonstram o que esta canalha política no poder (e não só) merece da maioria dos portugueses...

- Diário de Notícias: Cavaco sublinha importância da coesão nacional

- Diário de Notícias: Electricidade da Madeira desmente novo 'buraco'

- Expresso: Jardim diz que não se arrepende do endividamento

Os responsáveis pela derrocada de Portugal

Mário Soares - 9 de Junho de 1983 - 6 de Novembro de 1985

Cavaco Silva - 6 de Novembro de 1985 - 28 de Outubro de 1995

António Guterres - 28 de Outubro de 1995 - 6 de Abril de 2002

Durão Barroso - 6 de Abril de 2002 - 17 de Julho de 2004

Santana Lopes - 17 de Julho de 2004 - 12 de Março de 2005

José Sócrates - 12 de Março de 2005 - 21 de Junho de 2011

Passos Coelho - desde 21 de Junho de 2011

promessas do passado…

C E N S U R A

A partir desta data e tal como já foi exercido com outro online, este Blogue deixará de inserir notícias publicadas no Correio da Manhã online, dado que ontem foram deixados 3 comentários naquele online que não foram publicados e que se encontravam completamente dentro das regras exigidas pelo jornal nesta matéria.

Notícias Bravas
12.09.2011

salários mínimos na Europa

Bulgária € 123,00
Roménia € 153,00
Polónia € 281,00
PORTUGAL € 525,00
Grécia € 628,00
Espanha € 728,00
Reino Unido € 1.010,00
França € 1.321,00
Bélgica € 1.387,00
Irlanda € 1.462,00
Luxemburgo € 1.642,00

valores calculados sobre 14 meses
(incluem férias e 13º. mês)

E já que falam tanto em colocar Portugal ao mesmo nível dos países da UE, esqueceram-se da igualdade do salário mínimo?

Portugal fora da U.E.

frases ao acaso…

- Impressionante como Portugal não apresenta novos quadros na política e no seu grande empresariado. Onde estão os jovens portugueses? Ouvir um mesmo Cavaco e Silva há mais de três décadas é dose. Um Mário Soares, um Ramalho Eanes (esse ainda está vivo?), é brincadeira. Juventude lusitana assumam logo seu país antes que esses incompetentes o levem à derrocada total. Vejo diariamente a SIC e fico impressionado com o quadro político que se apresenta do continente à Madeira e Açores. Os comentários intermináveis e inócuos no programa "Quadratura do Círculo". O nome diz tudo: Umas bestas quadradas vociferando asneiras em círculo que não levam a lugar algum. Triste ver a nação de Camões, da Escola de Sagres, da Universidade de Coimbra acabar assim.

- Este Governo age como autêntico capataz da Srª. Merkel e Sr. Sarkozy. É o próprio Governo a dizer que os Portugueses têm que fazer sacrifícios, tem que ir para além da troika, para a Srª Merkel e o Sr. Sarkozy ficarem satisfeitos. E para agradar aos olhos daquelas duas personagens, este Governo submete os Portugueses a uma política que não leva a lado nenhum se o objectivo é pagar a dívida. Mas como o que interessa é o sorriso das tais personagens, este Governo optou por medidas de fazer sangue e quando o faz há quem corra para junto de Merkel e de Sarkosy a perguntar se está bem assim ou querem com mais sangue? São pacotes de austeridade atrás de pacotes de austeridade, são impostos directos acompanhados com cortes de vencimentos e como ainda acham,o Governo, que os Portugueses ainda ficam com uns trocos para matar a fome lá vêm com impostos indirectos... O simples cidadão está ensanduichado e sufocado em impostos...
O que este Governo condenou o anterior está a fazer ainda pior e sem se importar com políticas sociais e económicas... O que interessa a este Governo é que Merkel sorria de satisfação, bata palmas a este espectáculo de circo romano onde os Portugueses foram atirados às feras. O Governo fica sempre satisfeito com o seu desempenho quando Merkel bate palmas!!!!
Não temos um Governo inovador para contornar a crise ao serviço dos Portugueses, temos sim um capataz/carrasco ao serviço de quem lhes passa as mãos pelas costas!

- O povo português não é todo estúpido, subserviente e ignorante, temos de calar esta gente sem escrúpulos que manda trabalhar e nada faz pelo país, gente vendida ao capitalismo internacional. A paciência tem limites e o desespero já começa a fazer comichão nas palmas das mãos, prontas para distribuir chapada por esta gentalha miserável e oportunista que reduziu uma nação soberana a uma coutada de meia dúzia de atiradores furtivos que gosta de gozar com a cara de quem ainda acredita no seu país. O melhor é mudarem de discurso senão tudo pode acontecer e os responsáveis por isso terão de fazer as malas e bater com os calcanhares no traseiro.

- Num País de aldrabões e corruptos, nada é demais!!... Vale tudo, até tirar olhos!!! Fazem o que querem e o Povo consente!!! Aqui é que está o mal!!... É o Povo consentir toda esta bagunça e esperar pelo dia D, da sua desgraça!!! Mas, alguma vez existe alguma legislação ou Lei ou seja lá o quê, credível neste País!!! Só nos resta a natureza que essa mão falha!!! Para o ano, serão também taxados os Subsídios de Férias e de Natal, até nos levarem à depressão e ao suicídio!!! Só a INSURREIÇÃO será a solução, nada mais!!! E O POVO PÁ!!!!

- "Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolsam certas leis".

- Farto deste sistema de merda que nos engole
Farto destes políticos a coçar os colhões ao sol
Farto de promessas da treta
Sobem ao poder metem as promessas na gaveta
Farto de ver o país parado como uma lesma
Ver as moscas mudarem e a merda ser a mesma
Farto de miséria, o povo na pobreza
Uns deitam a comida fora, outros não a têm à mesa
Farto de rótulos, estigmas e preconceitos
Abrir os olhos e ver que não temos os mesmos direitos
Farto de mentiras, farto de tentar acreditar
Farto de esperar sem ver nada a melhorar
Farto de ser a carta fora do baralho
Farto destes cabrões neste sistema do caralho
Não te iludas ninguém quer saber de ti
Todos falam da crise mas nem todos a sentem
Muitos com razão, mas muitos deles apenas mentem
Crimes camuflados durante anos a fio
Tavam lá todos eles mas ninguém viu
Não foi ninguém, ninguém fez nada,
E se por acaso perguntarem ninguém diz nada
Farto de ver intocáveis saírem impunes
Dizem que a justiça é para todos mas muitos são imunes
Dois pesos, duas medidas
Fazem o que fazem, seguem com as suas vidas
Para o povo não há facilidades
E os verdadeiros criminosos do lado errado das grades
Boss AC

- O povo português, mesmo com todos os seus defeitos e manias, não merece estar à mercê de uma classe política que só se importa consigo própria.
100editora.net

- Marinho Pinto é tipo ciclone... nunca se sabe que rumo e intensidade toma... Às vezes diz umas verdades...outras burrega em toda a linha. Perdeu na sua defesa do pagamento das defesas oficiosas. Os Advogados metiam "mesmo" a mão na massa, como a ministra já provou, como se verifica pela quantidade de casos descobertos. Agora Marinho ameaça , numa reacção pouco civilizada e imodesta. É o que temos neste país... Marinhos Pintos e João Albertos....

Jardim pede independência da Madeira - Há pouco mais de 5 séculos 2 intrépidos navegadores,João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, cobriram de glória o nome de Portugal, abrindo as portas à grande epopeia dos Descobrimentos Portugueses. Contrariamente ao que diz o apátrida Jardim, atraiçoando a memória destes grandes portugueses, a Madeira nunca foi COLONIZADA, por ser um arquipélago sem ocupação humana, à data da descoberta.
Esta última e miserável declaração desta ingrata personagem conduz-nos a uma situação sem retorno e exige a realização de um REFERENDO que nos permita saber se os portugueses da Madeira querem manter a sua condição de PORTUGUESES – com todas as obrigações e direitos –ou se, pelo contrário, querem embarcar num navio à deriva, que rapidamente afundará, conduzido por um rasca aprendiz de marinheiro que condenará a população da Madeira a um futuro pouco risonho.

- No exterior são muitas as vozes - Martin Feldstein, George Soros são dois exemplos - que consideram provável que Portugal acabe por sair do euro pelo seu pé, uma vez que não terá condições de aguentar tanta austeridade ou de crescer com as regras do euro, orientadas para economias fortes. Esta semana, em entrevista à SIC, o economista João Ferreira do Amaral - crítico da entrada de Portugal no euro - apontava que vista de fora, sem o envolvimento com o país, a situação insustentável seria fácil de observar.

- Chamar merceeiros a estes "gestores/economistas" de pacotilha, é ofender seriamente os verdadeiros merceeiros...

- Hoje não há uma notícia que nos deixe reconfortados e o problema é só um: o mundo neoliberal em que nós mergulhámos deixou-nos neste estado de pura desgraça. Cavaco começou esta pouca vergonha em Portugal: ele o timoneiro e os seus comparsas. Gente sem categoria nenhuma pouco cultos sem inteligência que vieram dos montes para singrarem na cidade e na política onde se consegue um bom emprego a não fazer nada e depois conseguir-se um grande lugar numa empresa ou em várias. É uma alegria: pessoas com 5 e 6 reformas. Eu sei. Dinheiro muito dinheiro da CEE mal gerido e desperdiçado nas mãos de gente nada séria.Uma máfia. BPN, BPP, MADEIRA. Os portugueses a pagarem as vigarices do homem que quer passar a imagem de honesto mas que a mim nunca me enganou.

- O 25 de Abril tem sido um paraíso fiscal para estes políticos Gatunos que deixam as famílias portuguesas falidas e eles Milionários...!!!

- Votar, em Portugal, já não é democrático, é consentir que o crime de corrupção prolifere sem limite. Podemos travá-los? Sim...
Sem o teu voto, eles não são nada!

- "O País entrou no bloco operatório para fazer uma lipoaspiração e, devido a um erro clínico, saiu de lá sem um rim e com um braço a menos"

- Paulo Macedo, esse grande herói da Direcção-Geral dos Impostos, com vasto currículo na Saúde, quer, por exemplo, economizar nos transplantes. Muito bem. Toda a gente sabe que essas operações são meros caprichos e que, frequentemente, as listas de cirurgia estão cheias de utentes que querem mudar de fígado só porque o que tinham estava fora de moda.

- O ministro também anunciou que o Estado deixará de comparticipar a pílula, sem dúvida uma excelente maneira de combater o aborto. O mesmo caminho segue a vacina contra o cancro do colo do útero e os medicamentos para asmáticos, esses malandros que querem respirar à borla.

- Com menos portugueses e mais asfixiados, certamente o Estado terá menos despesas. Confirma-se: não há vida além do défice.

Porque é que as dívidas de particulares aumentam?

Existem por aí uns economistas de capoeira, a mandarem bitaites sobre os "calotes" que as famílias pregam à banca e às "sociedades financeiras" que designo de "mercearias de dinheiro fácil" sem terem em linha de conta, na maioria dos casos, do porquê de tal situação.
O Dr. Paulo Morais em meia dúzia de frases, sintetizou os porquês dessa situação e eles são, principalmente:

- Ganância irresponsável de uma Banca usurária.
- Quando se vulgarizaram, o crédito ao consumo e os empréstimos pessoais pareciam uma solução fácil. Um embuste colossal.
- As empresas de crédito ao consumo lançaram milhões num inferno. Prometiam taxas de juro que eram já de si elevadas. Mas a estas acresceram comissões, seguros, impostos e outros assaltos. Obrigam assim os clientes ao pagamento de taxas anuais efectivas de encargos (a famosa TAEG) de quase 30 por cento. Em famílias de escassos recursos, estes empréstimos provocaram a insolvência.
- Ao longo de anos, as autoridades de supervisão bancária nada fizeram. Sucessivos governos deixaram os consumidores de produtos financeiros à mercê das verdadeiras sanguessugas que são as sociedades financeiras de “apoio” (?!) ao consumo e de concessão de crédito pessoal.
- Há que tentar perceber a ausência de intervenção do Banco de Portugal e até a inércia do Ministério Público, incompreensível, uma vez que a usura em Portugal constitui crime. De seguida, baixar compulsivamente as taxas, repondo a equidade.

Nem o Banco de Portugal, nem o Ministério Público, nem os (des)governos, todos eles, em conjunto, alguma vez puseram cobro a esta USURA que, como Paulo Morais diz, constitui CRIME em Portugal.

A.C.A.M.

União de Doentes com Cancro em risco de fechar

A União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) anunciou hoje que corre o risco de encerrar devido à redução de donativos e apela às dádivas dos portugueses para poder continuar a apoiar estes doentes e os seus familiares.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a UHDC refere que, "devido à crise e consequente drástica redução de donativos", está a "passar por graves dificuldades económicas".
Nas contas da UHDC está já com um saldo negativo de 27 mil euros, relativo a 31 de Agosto, valor que a organização precisa reunir até final do ano, "de modo a garantir o pagamento de salários e a prossecução de todas as suas actividades de apoio a doentes com cancro e seus familiares, nomeadamente, a Linha Contra o Cancro e o Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico".
A União Humanitária dos Doentes com Cancro apela aos contributos da população (empresas e particulares), disponibilizando a conta da organização no Montepio com o NIB: 0036 0216 99100077363 22.
Esta associação - que tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares, mediante a prestação de diversas valências de apoio, inteiramente gratuitas - promove anualmente uma campanha de angariação de fundos, de modo a garantir a sua sustentabilidade, tendo registado este ano uma redução de cerca de 30 mil euros face à campanha do ano passado.
Esta redução de fundos "coloca em causa a sobrevivência da associação", lê-se no comunicado.

inquérito Diário Digital

Inquérito JN 500 euros aos alunos

Inquérito JN sobtre quebra de proditividade

Inquérito JN – Taxa para financiar bombeiros

Inquérito J.N. desvio contas Madeira

aldrabices de algibeira

"Ninguém nos verá no Governo a impor sacrifícios aos que mais precisam apenas para fazer de conta que está tudo bem, se as coisas não estiverem bem, nós teremos de dizer que aqueles que têm mais, têm de ajudar mais os que têm menos em Portugal".
Passos Coelho
In JN de 2011-06-01

"A Grécia pediu ajuda e falhou. E sabem o que é que pode acontecer? Pode não haver mais ajuda externa. Não é a Europa que pode estar em causa com o Euro. São os gregos que podem ficar de fora da Europa e podem sofrer o que não é justo que sofram", disse, num paralelo com o que pode vir a acontecer a Portugal, se não houver um Governo "forte e coeso".
"Nós não podemos ter um Governo que faça de conta, que minta".
"Não percam tempo com quem já sabe que fracassa, dêem força a quem pode ganhar Portugal", pediu, apelando a que, numa "altura histórica" como a que Portugal vive, os portugueses não votem num Governo que "pode deitar tudo a perder".
Para além de ter dito: GOVERNAR PORTUGAL É IR AO POTE!
Passos Coelho
In JN de 2011-05-29

“O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, garantiu hoje que, se ganhar as eleições, “não vai mexer nas taxas de IVA” e que pretende recolher mais dinheiro dos impostos “alargando a base”. “Eu já tive ocasião de dizer que o PSD, e eu próprio, não vamos mexer naquilo que são as taxas de IVA que estão previstas, nomeadamente no acordo que foi estabelecido com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Nós vamos ter de recolher mais dinheiro dos impostos alargando a base, que não aumentando ou agravando as taxas do imposto”, disse.”<
Passos Coelho falava numa acção de campanha em Valença do Minho, durante a qual ouviu as preocupações dos comerciantes e dos autarcas locais sobre a disparidade já existente entre o IVA em Portugal e em Espanha.”
In LUSA/SOL 30 de Maio de 2011

A 01.Abr.2011, Passos Coelho GARANTIU a uma aluna de uma escola de Vila Franca de Xira que NÃO IRIA MEXER NO SUBSÍDIO DE NATAL 2011...!!!

C A R R I S

15% de aumento nos títulos de transporte resultaram na continuidade dos maus serviços prestados aos utentes!
Equipamentos de ar condicionado, em pleno Agosto, com temperaturas exteriores mais frescas que dentro das viaturas porque o AC está DESLIGADO! 80% dos motoristas devem ser alérgicos ao AC pois pela janelinha do lado deles entra corrente de ar, ao passo que os que pagam o seu título de transporte vão numa de sauna forçada!
E como isto é um País de mansos, onde ninguém protesta, a estória continua diariamente... E não esqueçam, seus pategos, que em Janeiro está previsto novo aumento de tarifário...!

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